PRLOGO:

	Na ltima fic (Harry Potter e o viajante do tempo) Harry passou
frias incrveis em Nova Iorque e no Brasil, e descobriu  que
Sirius, seu padrinho, odeia vampiros por algum motivo misterioso, e que
beijos entre bruxos podem liberar energia mgica. Ah! ele tambm
descobriu que no tem talento nenhum nem para Surf nem para Teatro...
	Depois ele voltou no  tempo 20 anos e encontrou seus pais, Sheeba e
Sirius em Hogwarts... Tudo porque Willy foi mexer numa mquina do
tempo do qual no deveria nem ter chegado perto. Foi uma experincia
terrvel, mas ele sobreviveu, e Willy tambm, e o interessante 
que s eles lembram-se disso, que no final acabou no acontecendo...
	Parece enrolado, n? se voc no leu a fic, no volte aqui
antes disso, ainda mais se quer realmente saber o que aconteceu com o
gelo de confuso... Se j leu, benvindo  minha quarta fanfic com
Harry Potter:
Ops! Ia me esquecendo, para sua informao, Harry e Willy esto
namorando...

HARRY POTTER E A ALIANA SANGRENTA
FANFIC DE ALINE CARNEIRO.
CAPTULO 1 - HELL'S KITCHEN

	"Hell's Kitchen! Com tanto lugar melhor em Nova Iorque, essa droga de
correio tinha que ser em Hell's Kitchen?" - John  ia andando bastante
insatisfeito pelas ruas do bairro novaiorquino enquanto ia lamentando-se
pelo fato de bruxos simplesmente no usarem um e-mail como todo mundo,
ainda fazerem suas estaes de correio em lugares to horrveis
e (para ele) deprimentes quanto Hell's Kitchen. Olhou o relgio:
4:20pm, ainda tinha algumas horas antes de comear o seu trabalho,
melhor se apressar, entrou na rua e ficou procurando a tal lavanderia
onde era a entrada para o lugar.
	"Ainda por cima  preciso estar atento, porque se a gente no
est muito ligado, simplesmente no a v" - l estava a tal
lavanderia, com uma vitrine suja e um letreiro dependurado. Para ele
parecia o lugar menos atraente da face da terra.  Ele era um homem alto
e magro, que devia andar pela casa dos 40 anos, de cabelos cor de cobre
e olhos azuis bem claros. Usava um impecvel terno castanho com
gravata, e um sobretudo marrom. Um segundo antes de entrar na
lavanderia, seu celular tocou e ele atendeu, falou rapidamente com
algum e desligou, ento entrou pela porta, que tinha uma sinetinha.
	O ambiente era ligeiramente enfumaado, e para ele, cheirava mal.
Haviam mquinas de lavar e secar embutidas nas paredes , algumas
pareciam inapelavelmente enguiadas. Atrs do balco havia uma
mulher gorda e ruiva, muito maquiada e de unhas longas, que lia uma
revista enquanto acariciava um gato preto de cara amassada.  Quando ele
entrou ela deu um pulo, olhando-o surpreso.
	- Oi dona. Eu quero mandar uma carta para um bruxo, como  mesmo? Uma
coruja.
	- Do que voc est falando? - John tirou do bolso uma carteira,
impaciente, e mostrou-a  mulher, que fez uma cara meio torta.
	- Ah, t, voc  da irmandade... coloque um nuque naquela
mquina ali, a terceira a direita...
	- O que  um nuque? - a mulher abriu a gaveta do caixa e depositou
sobre a mesa uma moeda estranha, dizendo:
	- So 12 cents. - John abriu a carteira e tirou um dlar, olhando
para ela:
	- No tenho menor. Tem troco? - A mulher ps mais alguns nuques em
cima do balco e ele os pegou, pensando: "O que eu vou fazer com essa
porcaria depois?"
	Ele ps o "nuque" na mquina, que deu um passo  frente e dois
para o lado, deixando ver uma porta larga, atrs do qual se abria uma
rua. Ele entrou sem agradecer a mulher, que pensou "trouxa!"
	A rua era estreita, mais ou menos como um beco, haviam algumas lojas,
que vendiam coisas pelas quais ele definitivamente no tinha interesse
nenhum. A sua passagem, as pessoas que estavam na rua olhavam-no como se
ele se tratasse de alguma apario. Ele ia andando com as mos nos
bolsos do sobretudo, sentindo o mau humor aumentar  medida que os
olhares iam se cravando s suas costas. Chegou aonde queria: "Correio
Coruja - cartas para todos os lugares do mundo".
	Dentro  da loja, que parecia uma agncia de correio normal, haviam
uma boas dez ou doze dezenas de corujas de todo tamanho, algumas
dormindo, outras olhando para os lados e piando. O atendente, um bruxo,
para variar, olhou-o espantando quando ele entrou, j mostrando a
carteira da Irmandade. O bruxo atrs do balco sorriu e disse:
	- Para onde?
	- Hogwarts, Inglaterra
	- So quatro sicles.
	- Quanto d isso em Dlar?
	- Seis dlares.
	- Toma. - "Essa  boa, seis dlares para mandar uma carta idiota!"
	- Escolha uma coruja, senhor.
	- Ah, qualquer uma...
	- Eu aconselho aquela preta ali, vai chegar l mais rpido que
qualquer outra - o bruxo apontou uma vistosa coruja negra que abriu um
par de olhos amarelados
	- Que seja!
	- Mais trs nuques ento, taxa de urgncia... - ele tirou muito
mal humorado os nuques do troco do bolso e os passou ao bruxo.
	- A carta, senhor?
	- Ah! Sim, esqueci. Tem papel e caneta? - O bruxo olhou-o desconfiado e
passou-lhe uma pena de escrever e um pedao de pergaminho amarelado
que ele olhou bastante insatisfeito. Escreveu:

	"Sirius,
	Achei-o, ele est aqui. Mas acho que no vai durar muito, aquele
pessoal o pegou. Vou investigar.
	Assinado,
		J.J.V.H."
	Enrolou o pergaminho e o passou ao bruxo, que o amarrou na perna da
coruja e disse-lhe
	- Pode solt-la. - John saiu carregando a coruja, que o olhava com
cara de censura e a soltou na rua. Ficou olhando-a sumir no cu e foi
andando at a sada do lugar, abriu a porta por onde entrara e saiu
em outro lugar, no banheiro de um barzinho imundo. Quando estava de novo
na rua, lembrou-se que tinha de fazer uma ligao e tirou do bolso
do sobretudo o celular... enguiado.
	"Droga" - pensou - " esqueci de como esses lugares enguiam as
coisas" - foi andando at a lixeira mais prxima e atirou o celular
no lixo, era o segundo que enguiava dessa forma. "Em pensar que eles
ainda por cima nos chamam de trouxas!"

CAPTULO 2- O DESMAIO

	Em Hogwarts, do outro lado do oceano, Sirius dava a seus alunos do
sexto ano da Grifnria a ltima aula do programa sobre vampiros.
Como de hbito estava sentado em seu banco alto e tinha ao lado um
espantalho que servia de modelo para os alunos praticarem. Mas nesta
aula ningum treinaria como matar vampiros. Era uma aula terica:
	- Agora eu posso dizer que ensinei a vocs tudo que eu sei sobre como
matar um vampiro. Nunca  demais lembrar que dois vampiros nunca
morrem da mesma maneira... eles tanto podem pender a cabea para o
lado e morrer serenamente, quanto explodir, levando tudo  sua volta
junto. Tudo depende do poder que este vampiro amealhou.. quanto mais
poderoso, obviamente, mais difcil ser de mat-lo. E no pensem
que a idade de um vampiro conta. Embora eles atravessem sculos,
alguns vampiros jovens, com 10 a 20 anos de vampirizados podem ser to
poderosos quanto outros bem mais velhos, porque vampiros so antes de
tudo uma sociedade secreta e organizada, onde as disputas de poder so
constantes.
	- Eles tm entre eles uma hierarquia, que tem a ver com a capacidade
de conseguir "o alimento", no pensem vocs que vampiros se
alimentam do sangue que sugam... pensar isso  um erro muito comum. Se
fosse assim, eles simplesmente assaltariam os bancos de sangue dos
trouxas. O alimento para os vampiros  a vida. Quanto mais um vampiro
mata, mais poderoso ele se torna. Os nefitos, vampiros recm
criados, so os mais fceis de se matar, pois alm de no
possurem muito conhecimento dos prprios poderes, so to
ansiosos por sangue que se tornam presas muito fceis. Alm dos
nefitos temos ainda os escravos, os irmos e os lderes. Eles se
agrupam em famlias, sem as quais lhes seria impossvel sobreviver,
portanto, saibam que dificilmente ao encontrar um vampiro ele estar
sozinho.
	- Finalmente, a informao mais importante: Ns no caamos
vampiros.
	Houve um burburinho entre os alunos... como assim, no caavam
vampiros? Para que ento aprender como mat-los? Iriam deixar o
mundo infestado por eles?
	- Silncio! - Sirius tinha o dom de fazer a turma ficar quieta com
uma palavra - Eu ensinei vocs a defenderem-se deles porque vocs
podem encontr-los em qualquer lugar, e precisam saber como os
combater. Mas ca-los no  tarefa dos bruxos, porque existe
outra sociedade, secreta como a nossa, cujo atributo  ca-los. E
eu posso garantir a vocs que eles conseguem caar muitos, se no
fossem por eles, a humanidade j teria desaparecido.
	- Sirius, quem so "eles"? - Simas Finnigan estava ansioso pela
informao que no tinha a respeito do seu assunto predileto.
	- Vocs j devem ter ouvido falar de Drcula... - Sirius apontou
a varinha para o quadro e surgiu a figura de um homem de cabelos
encaracolados longos e ruivos, e olhos negros saltados - O velho Vlad, o
empalador... ele no foi o primeiro, mas foi um dos mais poderosos...
viveu quase mil anos na Romnia, at que, por mal de paixo, veio
para Londres atrs de uma jovem que vira numa fotografia... a bela
Wilhemina - Harry sentiu um arrepio, justo o mesmo nome de sua namorada?
 A figura no painel mudou para uma jovem muito bonita - Ela era mais
conhecida como Mina e tinha o rosto muito parecido com o da mulher por
quem Vlad se tornara um vampiro. O problema foi que ele no veio
s... junto com ele dezenas de vampiros invadiram Londres.. os trouxas
morriam como moscas nas mos deles, e cada trouxa que morria se
tornava um vampiro. Londres tinha tido muito poucos vampiros at
ento.
	- Havia um grupo, nascido h muito tempo atrs que controlava e
caava os vampiros, era conhecido como "A Irmandade da Raposa". Nessa
poca, um mdico chefiava-os em Londres, seu nome era Van Helsing. -
apareceu no painel o retrato de um homem meio gordo, de pescoo grosso
e sombrancelhas grossas - At cem anos antes, a Irmandade tambm
caava bruxos, mas depois que eles conheceram realmente nosso mundo,
passaram a nos respeitar e nos deixaram em paz. Van Helsing porm,
vendo como o avano dos vampiros estava sendo rpido e perigoso,
resolveu fazer algo indito. Pediu ajuda a um bruxo. - Sirius tocou o
painel e apareceu o retrato de um bruxo de cabelos e barbas negras, um
olhar srio e ameaador - Theolonius Black, meu ancestral por parte
de pai. Ele conhecia Van Helsing e o ajudou a expulsar alguns vampiros e
matar outros tantos. Drcula voltou para sua terra, levando a moa,
que sequestrara. Van Helsing foi at a Transilvnia, onde com mais
alguns rapazes, deu cabo de Vlad. Quando voltou a Londres, agradeceu a
Theolonius, mas nenhum dos dois sabia que quatro vampiros haviam
escapado. Eles haviam embarcado em um navio, o Andorra, para a
Amrica.
	- A Amrica do Norte parecia ser o lugar ideal para vampiros:
liberdade, poucas perguntas, muito a construir... os vampiros tomaram a
Amrica de assalto. A Irmandade transferiu sua sede para l. Foi
l que os vampiros comearam a se organizar em sociedades e cls.
- Harry achou que Sirius estava omitindo alguma informao - e desde
ento, a Irmandade da Raposa e os bruxos v mantendo elos de
colaborao, ns os ajudamos a manter os vampiros sob controle,
eles nos ajudam a combater bruxos das trevas.
	- Mais uma coisa: para alguns trouxas, os vampiros parecem fascinantes:
no morrem nem envelhecem, tem a fora fsica de trs ou mais
homens... mas para um bruxo, no h vantagem nenhuma em se tornar
vampiro. Um vampiro no morre porque j est morto... no tem
poder real nenhum,  apenas um instrumento das trevas. No se deixem
jamais seduzir pelas histrias que eles contarem, porque  se vocs
forem vampirizados perdero a maioria dos seus poderes de bruxos e
provavelmente sero escravizados.
	A turma ficou em silncio. Sirius os encarou por um instante, ento
disse:
	-  tudo. At a prxima aula - Harry olhou para ele, pensando se
algum dia saberia o que era a maldio dos Black. Quando haviam
estado no passado, Rony testemunhara uma discusso entre Sheeba e
Lcio malfoy em que esse falava sobre uma maldio dos vampiros
sobre a famlia Black... Rony no se lembrava mais da conversa, mas
Harry podia lembrar perfeitamente.	
	Neste instante a prof Minerva apareceu  porta chamando Sirius.
Disse algo em voz baixa a ele, que disparou pela porta. Sem saber
direito porque, Harry correu atrs dele, vendo que ele corria em
direo  ala hospitalar. Quando chegou l, Sirius perguntou
qualquer coisa  madame Pomfrey, que estava estranhamente sorridente.
Ela disse a ele que entrasse, e Harry ficou do lado de fora sem entender
nada. Dali a instantes, madame Pomfrey saiu e Harry interpelou-a,
perguntando o que havia acontecido.
	- Nada demais, sua madrinha teve um desmaio.
	- O que ela tem? Est doente?
	- No, ela no est doente... entre e pergunte, acho melhor ela
te contar.
	Harry entrou na enfermaria, de olhos arregalados. Sirius estava
abraado a Sheeba, que estava com a cabea apoiada no peito dele,
parecia chorar - "deve ser grave!" pensou Harry.
	- Sheeba... Sirius? - eles o olharam, estavam sorrindo, lgrimas
ainda escorriam pelo rosto de Sheeba. Sirius no deu a Harry tempo de
dizer nada:
	- Harry, eu vou ser pai! Sheeba vai ter um beb!

CAPTULO 3 - NO CAIS DE NOVA IORQUE

	John olhou o relgio, eram seis e meia e anoitecia. Estava escondido,
encolhido em um lugar bem seguro, onde eles no poderiam v-lo.
Estava num jirau, acima cerca de seis ou sete metros, dentro de um
galpo no cais de Nova Iorque. L embaixo, do lado de fora, atrs
de uma lixeira, sua moto estava escondida para o caso de ter que sair
correndo dali, agora era s esperar, eles chegariam.
	E chegaram, quando a noite foi se tornando mais escura, l pelas nove
horas. John h muito tempo no via tantos. Quem os olhasse de longe,
diria que eram pessoas comuns, jovens, mais velhos, alguns bem vestidos,
outros maltrapilhos, haviam brancos e negros, caras diferentes. A
diferena era que se voc se aplicasse em ouvir-lhes a
respirao, perceberia que eles no respiravam, afinal, seus
corpos estavam mortos. John sabia que eles tinham pego o homem que
Sirius pedira para ele descobrir na noite anterior, mas no tinha
idia do porque, sabia tambm que no havia sido fcil
peg-lo, pelo menos trs haviam morrido. O bruxo em questo sabia
como se defender muito bem e estava preparado...  azar ele tivera que
havia sido pego por muitos, mas John sabia que havia sido em misso
especial, porque eles no o haviam vampirizado.
	Ento, de onde estava, John viu chegar o lder. "Traidor
desgraado" - pensou - "Eu ainda cravo uma estaca de prata no seu
corao". A aparncia do lder era sombria, mas no podia se
negar que ele era realmente uma belssima figura.
	Ele tinha a aparncia de um rapaz, no muito mais velho que 21
anos, seus cabelos negros eram muito lisos e cheios, chegavam aos
ombros. Sua pele era muito branca, debaixo dela podia se ver em alguns
pontos minsculas veias azuis e arroxeadas, Suas feies no
entanto eram belssimas, tinha um nariz fino e reto, lbios finos e
duros e seus olhos azuis pareciam dois lagos congelados, exalando frieza
e maldade.
	Quem olhasse atentamente para ele veria de imediato que ele era mau.
Mesmo sorrindo, no escondia a crueldade que parecia estampada em cada
mnimo gesto que ele fazia. Atrs dele uma mulher de aparncia
oriental, tambm muito bonita, mantinha imobilizado o aterrorizado
bruxo que olhava para todos os lados, acorrentado em um leito de ferro,
amordaado com uma grossa mordaa de couro, mantido em p e sendo
apreciado pelos vampiros, que o contemplavam como a um banquete. Esse
bruxo chamava-se Karkaroff.
	O lder pediu silncio. Ento, subitamente, um claro
avermelhado fez surgir uma figura que John jamais vira, e que sem
dvida nenhuma, o assustou de imediato "Que diabos  aquilo?". Tinha
a estatura de um homem muito alto, mais de dois metros, e era branco
demais, a palidez de um cadver... mas ele sabia que no era um
vampiro... vampiros no aparatam... olhando-o melhor viu que seus
olhos eram vermelhos e oblquos e sua face... lembrava a cara feia de
uma cobra! Por falar em cobra, uma grande cobra negra se enroscava aos
ps dele, sibilando alto e olhando desconfiada para os lados. Pela
aparncia do homem, John soube quem ele era, e soube que deveria sair
dali o quanto antes, porque ele sabia o suficiente sobre o mundo bruxo
para saber que aquele sujeito era muito, muito mais perigoso que
qualquer vampiro. Antes que qualquer um pudesse sentir sua presena,
John rastejou at a janela por onde entrara, e atirou-se sobre sua
moto, ligando-a com um movimento brusco, o que alertou um vampiro que
estava do outro lado da lixeira, ele nem pensou em parar para mat-lo,
simplesmente disparou com a moto e deixou o cais para trs rpido o
suficiente para no ser alcanado. Pela primeira vez em 20 anos,
John Jones Van Helsing sentia medo.

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	O Vampiro comeou a falar, dirigindo-se diretamente a Lord Voldemort,
que o apreciava sorrindo malignamente:
	- Ns aceitamos a sua proposta... como prova disso, aqui est a
primeira parte de nosso acordo... faa com ele o que quiser.
	- Karkaroff... - Voldemort sibilou e o bruxo comeou a debater-se,
olhando o bruxo aterrorizado - Pensou que podia se esconder de mim?
Pensou que atravessando o oceano se livraria do mestre das trevas? Eu
quase te alcancei em So Petesburgo, no  mesmo? Foi bom voc
ter vindo para a Amrica... Achou que estaria seguro em Nova Iorque...
voc no contava que eu tivesse aliados aqui, no  mesmo...?
grande engano. Bruxos nunca confiaram em vampiros... eles fazem qualquer
coisa, qualquer coisa, Karkaroff, por sangue... eu me preocuparia com
isso ... mas eu no sou mais exatamente um ser humano...
	- Lord Voldemort... - o lder comeou - eu sei que sua sede de
vingana  grande... mas precisamos acertar as bases do acordo.
	- Sim... Eu ofereo a vocs todos os trouxas quantos vocs
puderem pegar... quando acabarmos com o mundo deles, eles sero presas
fceis... podem pegar tambm todos os bruxos que quiserem entre os
que no se juntarem a mim... finalmente, a maldio...
	- Black. Eu quero Black.
	- Ele ser todo seu. Mas em troca...
	- Ns lhe ajudaremos... colocaremos nossa fora ao seu lado. Da
treva para a treva, levando a morte em cada lugar que ns sejamos
solicitados... e por fim...
	- Harry Potter.	
	- Sim, ns pouparemos para voc  Harry Potter. Ele h de morrer
por suas mos.
	- Est feita ento, a nossa Aliana... podem ficar com
Karkarofff... escravizem-no.
	- Que seja, meu lord. Com o sangue dele, selamos nossa Aliana.
	Voldemort sorriu. A quilmetros dali, onde a madrugada j ia alta,
em Hogwarts e Hogsmeade ouviram-se dois gritos ao mesmo tempo. Em meio
ao temporal, um raio cruzou o cu.

CAPTULO 4 - DESPERTAR DE UM PESADELO
	
	Como h muito tempo no ocorria, Harry acordou sentindo a dor
lacinante em sua cicatriz. Ofegou de medo e massageou o local, enquanto
a figura de Voldemort de frente para o homem que no sabia ser quem
era permanecia gravada em sua mente... Voldemort... ele estava de volta,
agora ele sabia...  muito tempo quieto, estava articulando mais uma vez
uma forma de alcan-lo. "Black, eu quero Black" - Harry ouviu
mentalmente e puxou as cobertas, sabia que era Sirius... a
maldio... deviam ser vampiros, eles queriam Sirius, o que havia em
Sirius para despertar tanta ira, tanto dio neles?
	Sua cicatriz seguia doendo, ele sentia as lgrimas involuntrias
que a dor trouxera aos seus olhos escorrendo pela sua face...precisava
falar com Sirius, agora, alm dele, ainda haviam Sheeba e o beb...
levantou-se, sentando na cama, ningum acordara com seu grito. L
fora, um temporal era um pssimo pressgio. Harry deitou-se, ainda
com a mo sobre a testa, e deixou-se ficar, tremendo, at que a dor
passasse.



	Em Hogsmeade, Sirius despertou no mesmo momento que Harry, agarrando-se
violentamente a Sheeba, abraando-a instintivamente, como se a mulher
pudesse proteg-lo dos pressentimentos horrveis que o sonho
despertava. Puxou-a para junto dela, e viu que ela estava acordada
quando ela virou-se encarando-o em silncio.
	Ele mergulhou o rosto nos cabelos dela e comeou a chorar. No
chorava de medo. Chorava de dor, e ela sabia disto. Uma dor muito mais
antiga que as dores de Azkaban, a dor de algum que perdeu algum
muito querido, muito cedo, e depois sofreu uma terrvel decepo.
Ela passou as mos pelos cabelos dele, amando-o naquele momento mais
que nunca. Ele a encarou.
	- Sirius, voc est fugindo disso h quase vinte e trs anos.
 hora de encarar. Seu irmo no est enterrado em Devonshire,
como voc gosta de acreditar, como seus pais gostavam de mentir para
si mesmos... Sirius, eu te disse que isso ia acontecer... eu disse que
voc no ia poder fugir para sempre... Eu avisei a voc mil vezes
que chegaria o dia que voc teria que admitir... - Sirius a abraou
com fora.
	- No podia ser em outra hora? No podia ser de outra forma...
Sheeba, no pode ser verdade... no pode ser... eu nunca o havia
visto desta forma. Eu estive l vrias vezes o procurando...
	- John te avisou que ele estava l... Sirius,  preciso que voc
encare... Caius tornou-se um vampiro! - Sirius levantou-se bruscamente
da cama, e vestiu-se.
	- No, Sheeba, no pode ser... no meu irmo. - Sirius tomou a
varinha e vestiu-se
	- Voc no vai...?
	- Vou, s h um meio de saber se meu irmo est ou no
enterrado em Devonshire. - Sirius desaparatou antes mesmo que Sheeba
pudesse imped-lo.

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	Sirius aparatou em frente a trs tmulos em um cemitrio em
Devonshire. Quem visse de longe a figura alta e sinistra do bruxo,
parado s trs da madrugada no meio do cemitrio, com certeza
teria muito medo. Ele encarava a sepultura que seria de seu irmo,
entre a de sua me e a de seu pai. Um grande anjo de mrmore negro a
enfeitava, olhando para o cu. Na lpide apenas algumas
inscries, abaixo da data da suposta morte:

"Caius Black - Nosso bem amado anjo"

	Tambm em Devonshire chovia, e Sirius olhava indiferente as gotas
imensas de chuva carem sobre o anjo, sobre a lpide, sobre o
tmulo negro de seu irmo. Com um movimento de varinha, Sirius
afastou a pedra que cobria o tmulo, e fez com que um grande caixo,
a essa altura destrudo, emergisse lentamente da terra. Ele andou
at a beira da sepultura, e olhou dentro do que seria o caixo,
apenas para constatar que ali haviam apenas pedras.
	Um raio cortou o cu, o trovo abafou o grito desesperado de Sirius
Black.

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	Sheeba o esperava sentada na sala, viu quando ele aparatou do lado de
fora, e serenamente o trouxe para dentro da casa. Ela sentou-se em uma
cadeira, e deixou que ele , ajoelhado, abraasse suas pernas e desse
vazo  dor que o cortava ao meio. Ele na verdade sabia disso pelo
menos h vinte anos... s no quisera pensar no assunto. Sirius
estava molhado de chuva, seus cabelos ensopados molhavam o colo dela,
que o acariciava, enquanto ele, mudo, deixava-se ficar, as lgrimas
descendo silenciosas pela face molhada.
	- Eu nunca quis acreditar que meu irmo mudara de lado... eu sempre
preferi pensar que ele morrera como um heri, sem se deixar
vampirizar. Mas eu acho que eu sempre soube que no era verdade...
H dezessete anos atrs, quando John me disse que ele estava em Nova
Iorque, que ele no havia morrido e que estava subindo rapidamente na
hierarquia dos vampiros, eu quase briguei com ele... s mantive a
amizade por causa da irmandade, afinal, meu pai e o pai de John, meu
av e o av dele, h seis geraes pelo menos, eram como
amigos... John  mais velho que eu... tem a idade de Caius... eles
foram amigos... como pude deixar de acreditar em John?
	- Voc quis acreditar em seu sangue, meu amor.
	- Eu errei. Eu preferi esquecer tudo, eu preferi me concentrar em lutar
contra Voldemort... depois veio Azkaban, agora, quando eu achava que
tudo ia ficar bem, Caius volta, ele me quer, Sheeba, ele quer cumprir a
maldio... Ningum vai tocar no meu filho, Sheeba, ningum. Eu
mato Caius e qualquer outro vampiro que se aproximar de voc ou de meu
filho.  E ele quer entregar Harry a Voldemort.
	- Ele no vai conseguir, Sirius.
	- Prometa-me uma coisa, Sheeba, prometa-me que se um vampiro me pegar
voc vai me matar sem piedade, antes que eu mate algum... - Ele
levantou o rosto encarando a  mulher, srio - se a maldio se
cumprir, eu quero que voc pelo menos salve a minha alma... prometa. -
uma lgrima rolou silenciosa pela face de Sheeba.
	- Prometo. Agora vamos dormir, Sirius.
	Ela trocou as vestes dele e os dois deitaram-se abraados na cama,
mudos, com o corao oprimido demais para poder dormir.

CAPTULO 5- O DIA SEGUINTE

	Pela manh, em Hogwarts, Harry correu para Sirius assim que o viu,
queria contar-lhe o pesadelo. Sirius ouviu-o e o levou para sua sala.
Trazia na mo uma carta que chegara por uma coruja vinda de Nova
Iorque.
	- Sirius, eu tive um sonho... - Sirius olhou-o srio. Suspirou fundo
e comeou:
	- Voc teve um sonho com Voldemort em que ele fazia um acordo com um
vampiro para pegar voc e eu, no  isso?
	- Como voc sabe?
	- Eu tive o mesmo sonho... precisamos falar com Dumbledore.
	Na sala de Dumbledore, Sirius contou-lhes tudo, inclusive sua recente
"descoberta" que Caius estava vivo e era um vampiro.
	- Sirius, eu no posso acreditar que durante todos estes anos voc
no soubesse que seu irmo havia se tornado um vampiro...que o seu
pai no quisesse acreditar, eu entendo... 	
	-  Dumbledore, logo depois que ele desapareceu eu procurei me
concentrar na nossa guerra com Voldemort... era uma forma de
esquec-lo... quando John Van Helsing me disse que ele era um vampiro,
eu no acreditei... eu havia ido ao enterro dele... acreditava ter
visto seu corpo...
	- Seu pai transfigurou pedras num falso corpo, Sirius...
	- Hoje eu sei. Depois, aconteceram tantas coisas... Azkaban, Harry...
eu nunca havia esquecido, mas procurava deixar no passado. Ontem, quando
acordei do sonho eu vi que eu no devia ter fugido... agora  tarde.
	- No se censure, Sirius, isso nunca havia acontecido antes, nem
mesmo eu poderia calcular que Voldemort pudesse se aliar a vampiros...
os bruxos das trevas sempre consideraram vampiros criaturas menores... o
fato deles terem sua briga secular com a Irmandade os afastava deles.
Ningum quer a irmandade como inimigo.
	- Mas eles no vo vir atrs de mim... eles jamais conseguiriam
entrar em Hogwarts.
	- Sirius, eu sei disso... mas de qualquer forma, temos que nos
previnir.
	- Como?
	- Chame John Van Helsing.
	- Mas ele  um trouxa!
	- Sim, ele  um trouxa e trouxas nunca estiveram em Hogwarts. Mas ele
tambm  um especialista, e vai nos ajudar a combater vampiros se
eles aparecerem... a segurana de voc e de Harry vale mais que
qualquer coisa. O ministrio no vai gostar, mas eu dou um jeito. E
Harry, quero te dizer uma coisa
	- Sim?
	- Tente levar uma vida normal, no quero que voc enxergue vampiros
pelos cantos, est bem? O mesmo vale para voc, Sirius.

-----	John acabara de despertar em Nova Iorque. Olhou o relgio: seis
horas. Ele dormira mal, j inquieto pensando nos resultados medonhos
que poderiam sair da parceria entre um bruxo das trevas e um bando de
vampiros... Isso realmente nunca acontecera antes.  Lembrou-se de uma
tarde, em Nova Iorque, h  muito tempo atrs, quando ele e Caius
Black ainda eram amigos. Tinham ambos 19 anos.
	- John - Caius dizia - no acha que deveramos matar todos eles,
nunca deixar que nenhum sobrevivesse?
	- No  fcil assim Caius... eles se multiplicam com muita
facilidade e os membros da irmandade so poucos... h muito mais de
cem anos, nossos "tatataravs" acharam que haviam matado todos, mas
haviam sobrado quatro.
	- Eu sei... um deles era irmo do meu ancestral. Sabia disso?
	- Sabia... a sina do irmo traidor... Morpheus Black.
	- A maldio... meu pai acha que eles ainda pegaro Sirius... ele
diz que eu sou a parte boa e Sirius  a parte ruim.... Assim como
Theolonius era a parte boa e Morpheus era a parte ruim...
	- No existe isso de parte ruim, cara. s vezes eu penso, se o
sangue da minha famlia no simplesmente matasse o vampiro que o
bebe, eu teria uma boa turma de parentes vampiros, de tanto que eles nos
odeiam... e continuo achando uma loucura voc ter vindo para c...
	- No posso deixar os negcios de meu pai abandonados...
	- Voc  muito novo... e  bruxo pra caramba, para se enfiar
nesse comrcio idiota...
	- Acho que na verdade meu pai quer me proteger de "voc-sabe-quem"
	- Eu no sei quem nada, Caius... no  possvel que exista um
sujeito assim to perigoso... no entendo... vocs perdem tempo
demais com isso.
	- Voc vai perder a sua vida toda matando vampiros... mesmo estando
estudando para ser mdico.
	- Na minha famlia todos so mdicos, advogados ou padres, mas
acabamos passando a maior parte da vida matando vampiros...  bom que
eles tenham medo de ns...
	- Eu me preocupo demais com meu irmo... Sirius  rebelde e
complicado desde que se entende por gente...
	- Ele s tem doze anos! Vocs no podem esperar que ele seja um
santo com vocs comentando que tem uma maldio pairando sobre a
cabea dele...
	- Ningum precisou comentar... ele descobriu. Quando meus tios foram
pegos ento... dois de uma vez...
	- , meu tio matou um de seus tios... o outro ainda est por a.
	- Mas vamos peg-lo, John, vamos peg-lo.
	Na verdade, o tio pegou Caius primeiro, ou melhor, Caius aceitou a
proposta do tio, e mesmo perdendo seus poderes de bruxo deixou-se
vampirizar... sumiu por trs anos. John o  procurou, tentando pelo
menos salvar-lhe a alma. O pai de Sirius esteve em Nova Iorque e disse a
ele que Caius morrera lutando contra os Vampiros sem ter sido
vampirizado, mas ele sabia que no era verdade, ele tinha certeza...
Quando o reencontrou, Caius j liderava o pequeno cl que havia sido
formado pelo seu tio, ele deu cabo de alguns, mas Caius escapou... ele
sabia qual era a inteno de Caius... para um vampiro, quinze anos
no so nada... durante o tempo em que Sirius esteve preso,  Caius
tomou o poder em diversos cls, para isso traiu vrios companheiros
vampiros... at que chegou a Morpheus... seu ancestral, um vampiro de
mais de cem anos, um dos lderes de Nova Iorque. Quando um outro
membro da irmandade disse que havia matado Morpheus e que fora fcil
peg-lo sozinho, John soube que este fora trado por Caius.
	Um a um todos os Black vampirizados haviam sido mortos... todos
caram em armadilhas feitas por Caius. Agora, s havia um Black em
Nova Iorque. Um vampiro chamado Caius. E um pressentimento que no
enganava John dizia-lhe que ele atravessaria o Atlntico.
	
	Mais tarde,  John examinava listas de navios que embarcariam para
Londres. Ele queria saber se algum deles levaria alguma carga onde os
vampiros pudessem se esconder. Ele sabia que Vampiros preferiam formas
antigas de viajar. Claro que no procurava caixes, ele sabia que
eles eram inteligentes o suficiente para no precisarem mais viajar
camuflados em caixes, apenas procuravam se esconder da luz do dia...
Uma vez matara quinze vampiros de uma vez ao abrir durante o dia  um
container que estava sendo levado para Baltimore... pena que no havia
nenhum lder dentro dele... s vampiros escravos que estavam
tentando escapar e formar um novo cl... matar escravos era muito
freqente e rotineiro... calculava que a Irmandade matasse uns 1500
por ano. Era o que controlava as populaes vampiras.
	No havia nada nas listas da guarda costeira que pudesse indicar que
havia alguma carga suspeita... quem sabe num avio? s vezes tinha
inveja dos bruxos... fazer investigaes do modo convencional era um
saco. A sorte era que ele tinha amigos em todos os lados... ligou para
um amigo do departamento de aviao e ele mandou pela internet uma
lista de cargas de avio. Ele foi examinando atentamente tudo, de
repente encontrou. Mas o avio a essa hora j devia estar quase em
Londres (droga): Um carregamento de "plantas" havia sido despachado s
trs horas da manh em caixas fechadas em nome de Caius Black (esse
cara de pau conserva at o mesmo nome...  muita empfia!) com a
recomendao de no abrirem as caixas de forma nenhuma pois
pertenciam a um pesquisador que as retiraria na Inglaterra  noite. Se
ele conhecia Caius, ele havia embarcado as caixas, usado o  poder de
vampiro para se tornar nvoa e ento deslizar suavemente para dentro
de uma das caixas... John olhou o relgio: pelo fuso horrio,
deveria estar anoitecendo em Londres...Caius j tinha sado de seu
alcance.
	No dia seguinte, pela manh, John acordou com uma grande coruja negra
dentro de seu quarto (ei, eu conheo essa coruja!) que lhe trazia uma
carta de Sirius, onde ele explicava o sonho que ele e o afilhado haviam
tido(o que um garoto tem a ver com isso?). por fim, explicava que embora
Hogwarts e Hogsmeade fossem normalmente seguras contra Voldemort e
vampiros, Dumbledore achava que seria interessante que John fosse para
l (sem problema... eu deixo meu celular aqui...), apenas para
traarem um plano para combater os vampiros (realmente, se aquele
cl e o tal bruxo fizeram uma aliana, a coisa vai ficar bem
difcil). Ele precisava conseguir autorizao da irmandade...
levando-se em considerao que seu pai era o presidente, ele achava
que teria problemas...

CAPTULO 6- TENTANDO LEVAR UMA VIDA NORMAL

	Depois da conversa com Dumbledore e Sirius, Harry procurou jogar o
sonho e sua lembrana para um lugar escondido na cabea e se
concentrar em trs coisas: as aulas, treinar Neville para o primeiro
jogo de quadribol e descobrir o que dar para Willy de presente no seu
aniversrio, que estava chegando.
	Seu namoro com ela era provavelmente o mais vigiado da histria de
Hogwarts. Alm dos fofoqueiros de planto, ainda havia Snape, que
simplesmente no se conformava porque testemunhara um beijo dos dois
em pleno corredor da escola, e prometera, da forma mais ameaadora
possvel, descontar 10 pontos da Grifnria por cada excesso que
conseguisse flagrar... e seu conceito de "excesso" era bem, mas bem
estreito mesmo. J havia descontado dez pontos pelo simples fato de os
ter flagrado de mos dadas no corredor. Quando Willy perguntou porque
descontaria pontos apenas da Grifnria, uma vez que ela era da
Sonserina, ele abriu um sorriso malvolo e disse que cabia ao homem
saber como se portar em relao a uma moa. A sorte dos dois fora
que Dumbledore havia interferido e dito que no era proibido dar as
mos no corredor da escola.
	Para evitar mais cenas desagradveis com Snape, Harry implorara a
Hermione e Rony que andassem sempre em grupo com ele e Willy, o que os
deixou bem insatisfeitos... eles ainda no haviam se resolvido em
relao ao que sentiam um pelo outro e para completar, depois que se
tornara monitora Hermione estava simplesmente insuportavelmente chata...
Harry lembrava-se de Percy, irmo de Rony, que era igualzinho. Por
isso, Rony e ela viviam s turras.
	 Harry no contara a nenhum dos trs sobre o sonho, nem que Sirius
dissera a ele que tinha um irmo vampiro, mas os trs acabaram
percebendo que havia algo errado com ele. Rony e Hermione acabaram
desistindo, mas Willy no se conformou, achando que ele escondia
alguma coisa. Eles continuavam se encontrando  noite escondidos sob
suas capas de invisibilidade na sala de transformao, o que era bem
arriscado, mas para eles valia o risco, pois era o nico momento em
que podiam realmente namorar. Se dependesse de Harry, eles se
encontrariam l todo dia, mas Willy havia imposto algumas
restries, afinal eles precisavam estudar. Encontravam-se trs
noites por semana, ficavam normalmente uma a duas horas juntos, depois
iam dormir.
	Quatro noites depois que Harry tivera o sonho, ele e Willy estavam
juntos na janela da sala de transformao, se beijando, escondidos
debaixo da capa de invisibilidade dele. Repentinamente, Harry sentiu uma
vontade louca e incontrolvel de beij-la mais e mais, puxando-a
muito para perto de si, agarrando-a de um jeito que ele no sabia ser
capaz... ento ela o afastou assustada e ele sentiu uma vergonha
imensa, que o fez olhar para o lado de fora da janela... foi ento que
ele viu.
	Parado no limiar da floresta proibida, em p, com as mos no bolso
do sobretudo, sorrindo, estava um homem muito parecido com Sirius...
aterrorizado, Harry percebeu quem era e disse a Willy:
	- Veja, olhe l fora.
	- Harry, no tem graa. No gostei disso. No mude de assunto.
- Ele pegou o rosto dela com as mos e virou na direo da janela,
ainda apavorado - Harry, do que voc est falando? No tem nada
l fora.
	Harry olhou e viu que era verdade. O homem desaparecera. Devia ser
imaginao dele. Ele abraou Willy, que perguntou o que estava
acontecendo. Ento, no agentando mais o peso do sonho que
tivera, ele contou tudo a ela, mesmo sabendo que estava descumprindo uma
promessa que fizera a Dumbledore e Sirius. Por fim, disse que quando
olhara para o lado de fora vira o irmo de Sirius parado l. Ela
pegou o rosto dele entre as mos e disse:
	- Harry, deve ser sua imaginao, ele est muito longe daqui...
no pode ter vindo para Hogwarts to depressa. Vamos dormir, est
bem?
	Harry olhou novamente para a floresta, imersa numa nvoa branca e
luminosa e concordou com Willy, sem saber que ela estava enganada.

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	Neste dia, John estava j a caminho de Londres, depois de um longo
debate com seu pai, que no fora nada fcil, porque ele era
completamente contra John ir enfiar-se num lugar onde estaria totalmente
incomunicvel com a Irmandade, uma vez que nenhum meio de
comunicao tradicional funcionava em Hogwarts.
	- E se precisarmos de voc?
	- Pai, eu tenho doze irmos e trinta e cinco primos s aqui em Nova
Iorque... o senhor acha realmente que eu e apenas eu serei totalmente
indispensvel? A essa hora, o cl mais perigoso de Nova Iorque j
se transferiu inteiro para Londres... quantos de ns h em Londres?
Nem seis! O senhor acha realmente que eu sou necessrio aqui?
	- Mas no  necessrio em Hogwarts! Eu conheo Dumbledore, ele
jamais deixaria que um vampiro entrasse l! Escute, John, essa sua
curiosidade pelos bruxos...
	- Curiosidade? Pai, eu detesto magia, voc sabe disso! Eu tambm
detesto o fato dos bruxos nos chamarem de trouxas e nos tratarem como
idiotas... mas  necessrio. Caius fez uma aliana perigosa com o
tal do Voldemort, voc sabe quem  esse cara?
	- Os bruxos tendem a superestimar esses malucos que fazem magia negra.
	- Pai, eu vou. Eles precisam de mim l, precisam de algum de
sangue imune para os ajudar.
	- Eu te conheo muito bem, John, embora voc seja apenas um entre
meus quinze filhos, eu sei que quando voc quer fazer algo nada o
impede, porque de todos voc  o que mais se parece comigo, mas me
prometa ento que vai se esforar para no por em risco a nossa
delicada relao amistosa com os bruxos.
	- Se  assim, eu prometo.
	Lembrando-se desta conversa e dessa promessa, John no podia deixar
de olhar para Sue, sua filha mais velha, de dezessete anos , adormecida
tranquilamente ao lado dele no avio. Era a ltima pessoa que ele
gostaria de levar para Hogwarts, mas no houve jeito. A me dela,
Lindsay,  aparecera na vspera em seu apartamento. Era uma das seis
ex-mulheres de John, e sem dvida nenhuma a que mais problemas trazia,
assim como Sue:
	- John - ela dissera, sempre enrolada em casacos de pele, a perua
doida, como ele a chamava - Eu no agento mais Sue... ela conseguiu
ser expulsa de novo da escola... assim ela no vai ser aceita em
nenhuma universidade... Eu vou deix-la contigo at o ms que
vem.... Consegui um internato para ela na Itlia, mas eles s querem
aceit-la daqui a um ms... e eu no aguento ficar com Sue um
ms!
	- Lindsay, eu vou viajar para a Inglaterra... no posso me dar ao
luxo de passar um ms cuidando de Sue... eu estou em misso.
	- Oba! Sue disse alegremente - Vamos caar vampiros! Vamos caar
vampiros!
	- Eu vou caar vampiros... voc vai tratar de ficar bem quietinha -
John olhou a menina, era alta como a me, os mesmos cabelos louros
cacheados, cortados pouco abaixo das orelhas, grandes olhos azuis e um
jeito doce e irresistvel que escondia uma personalidade perigosa como
a dele.- Eu no vou levar minha filha para um lugar cheio de bruxos,
Lindsay!
	- Bruxos? Oba! Vamos, pai, me leva... eu sempre quis conhecer bruxos,
vai???
	- Lindsay, olha s o que voc me arrumou!!!
	- Adeusinho, John, deixe ela neste endereo, na Itlia, daqui a um
ms.
	E John, como sempre acontecia, acabou tendo que levar Sue junto...
sabia que teria problemas assim que pisasse em Hogsmeade com ela, mas
no podia deix-la sozinha em Nova Iorque, ou quando chegasse ela
teria destrudo seu apartamento e posto maluca a criada mexicana que
ele custara tanto a conseguir, era difcil achar algum disposto a
arrumar um apartamento cheio de facas de prata, estacas, machados.... e
era mais perigoso ainda deixar Sue perto destes artefatos, porque ela
sempre fora metida a caar vampiros sozinha, desde os doze anos de
idade quando matara o primeiro, depois de persegu-lo por alguns
quarteires. O fato de ter sangue imune a fazia arrogante e cheia de
si... ela achava que se vampiros no podiam sugar seu sangue, nada de
mais podia acontecer-lhe.
	John suspirou... pelos seus clculos, chegariam a Hogsmeade s dez
da manh  de domingo. At l, ele podia ficar tranqilo, Sue
no daria problemas, pelo menos enquanto estivesse dormindo.

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	No sbado quando treinava Neville para ser goleiro da primeira
partida de quadribol, que seria na semana seguinte, Harry teve uma
desagradvel surpresa. Era vspera do aniversrio de Willy, o
presente que ele encomendara chegara na vspera: uma pulseira de prata
mgica, com uma pequena pedra onde ela podia guardar imagens de quem
ela quisesse. Claro que Harry j colocara dentro da pedra a sua
imagem, ele queria que ela a tivesse sempre por perto.
	Neville depois de ter voado a temporada passada com a roupa de
proteo de Harry, o que lhes custara uma desclassificao
vergonhosa no campeonato,  aprendera finalmente a no ter medo de
ficar sobre a vassoura, e agora procurava coordenar seus movimentos, no
que melhorava cada vez mais. Estavam treinando a quase duas horas quando
Willy apareceu l embaixo arrastando sua vassoura de estimao,
Sieglinda, onde montou  veio voando at Harry, sorrindo.
	- Oi! Eu vou voltar para o time. - Harry parou
	- Voc o qu?
	- Vou ficar na reserva do Malfoy.
	Harry ficou visivelmente contrariado, e fez um sinal para ela, levando
a vassoura para longe dos outros.
	- Porque voc fez isso, Willy?
	- Porque eu gosto de quadribol, e o professor Snape me chamou.
	- Ele fez isso s para me provocar!
	- Que tal voc dizer que ele fez isso porque eu sou boa, Harry?
	- Voc  boa... mas j pensou se o Malfoy se machuca e voc tem
que jogar contra mim?
	- Qual o problema, Harry,  s um jogo.
	- No estou gostando disso.
	- Problema seu, ento. Tchau! E esquea o que eu combinei ontem
contigo... no apareo hoje na sala de transformao, a no
ser que voc me pea desculpas decentes! - disse e desceu
rapidamente, correndo para dentro da escola apressada, deixando-o para
trs com cara de bobo... sentiu falta de encontr-la aquela noite na
sala de transformao... mas no dia seguinte era aniversrio dela,
dia das bruxas e de visita a Hogsmeade... dificilmente deixariam de
fazer as pazes.

CAPTULO 7- TROUXAS EM HOGSMEADE

	No dia seguinte, assim que acordou, Harry pegou Edwiges e prendeu em
sua pata um carto de feliz aniversrio para Willy, mais o presente
que ele lhe comprara e um bilhetinho bem pequeno pedindo desculpas.
	"Acho que isso j chega" - pensou. Na mesa do caf, entre Rony e
Hermione, que estavam brigando um pouco para variar, ele viu quando
Edwiges sobrevoou a mesa da Sonserina e largou o pacote sobre o colo de
Willy, que abriu-o sorrindo. Ela no viu quando Draco Malfoy
aproximou-se por trs e de um golpe tirou o pacote de suas mos.
Harry levantou-se furioso na mesma hora, seguido por Hermione, que pedia
para ele no brigar com Malfoy, e por Rony, que no disse nada, mas
estava muito bem disposto a ajud-lo.
	- Devolva isso a ela, Malfoy! - Harry tinha fascas de raiva em seus
olhos verdes.
	- Hum - Draco disse debochado - eu acho que no vou devolver no...
o que voc vai fazer, Potter? Me bater?
	- Se ele no te bater, eu te bato, Malfoy - Willy furiosa tentava
pegar o seu presente de volta - devolva meu presente - Draco abrira o
pacote e olhava a pulseira:
	- Que pattico! uma pulseira com a imagem do namoradinho... o que
ser que diz o carto? - antes que ele abrisse o carto, uma mo
enorme tocou seu ombro e ele se virou. Era Hagrid.
	- Devolva o presente da menina, Draco - Hagrid tinha um sorriso que
no enganava ningum no rosto. Harry sabia que se Draco no
devolvesse o pacote ia se arrepender amargamente, Draco pareceu
compreender isso, pois devolveu o pacote a Willy e saiu silencioso.
	-  por isso que ele est sozinho - comentou Rony bem alto, para
que ele ouvisse - a nica companhia que tem so aqueles dois
armrios sem crebro. Duvido que ele arrume alguma namorada, a no
ser que o pai compre uma para ele...
	Aquilo realmente machucou Draco... ele sempre tivera inveja de Harry,
mas agora, vendo que Harry alm de tudo ainda tinha uma namorada e
ele, tirando um beijo que dera em Pansy Parkinson durante um baile,
nunca tivera contato nenhum com uma garota.... se achava at bem
interessante, mas parecia que era um inseto para as mulheres... no
que ele quisesse uma namorada como Willy, ele a achava profundamente
repugnante, com suas roupas desalinhadas e seu cabelo meio preso meio
solto... mas seria bom ter alguma garota pelo menos para dizer que
tinha.
	S que Harry e os outros no sabiam disso, depois de fazer as pazes
com Willy, Harry juntou-se aos outros para irem a Hogsmeade... os
gmeos Weasley comentavam sobre o novo artefato que haviam conseguido
inventar para sua lojinha, um doce que fazia a pessoa espirrar sapos
verdes e repugnantes... estavam tentando test-lo em Neville, mas pelo
jeito, ele no caa mais nas suas brincadeiras... o jeito era tentar
cercar Colin Creevey, que tambm estava preparado. Logo depois de
chegarem a Hogsmeade, quando estavam indo para a dedosdemel comprar
doces, Harry viu Sirius dirigindo-se apressado para a estao de
trem, e pensou quem ou o que Sirius estaria esperando. Ser que o
caador de vampiros chegara?

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	Quando o trem chegou na estao, John deu as ltimas
instrues a Sue:
 	- No converse com ningum, se algum te perguntar alguma coisa,
mostre a carteira da irmandade e diga que est apenas pesquisando...
deve estar cheio de estudantes de Hogwarts pela cidade, no se
aproxime deles, eles ficariam curiosos e se voc disser o que voc
 e eles contarem aos pais, no vai sobrar um nico estudante aqui
e Dumbledore vai me matar, ou melhor, ele vai falara para o seu av,
que vai matar ns dois.... entendeu, Sue?
	- Entendi, pai - Sue tinha uma cara de tdio absoluto, que John
conhecia muito bem.
	- E no saia de perto de mim!
	- T, pai...
	Assim que chegaram na estao e Sue viu Sirius, ela cravou olhos
curiosssimos no bruxo alto, vestido em vestes de bruxo negras,
olhando curiosa para a varinha que saa pelo bolso da capa. Ficou
surpresa quando ele e seu pai se abraaram como velhos conhecidos. Ela
no reparou, mas todos os olhos da estao estavam sobre ela e seu
pai com um espanto de quem acaba de ver uma assombrao horrvel.
	- Sirius Black, seu velho patife! Ainda bem que soltaram voc!
	- John, seu canalha! em vinte anos voc conseguiu envelhecer trinta!
	- O que voc queria? Seis casamentos e oito filhos! Minhas
ex-mulheres me do mais trabalho que os vampiros! Alis, no
conhece nenhuma bruxa assim mais ou menos jeitosa? Estou atrs da
senhora Jones Van Helsing n7!
	- Voc no toma jeito - Sirius finalmente reparou na garota atrs
de John, olhando-o curiosa. Ele arregalou os olhos e disse a John -
Voc trouxe mais algum?
	- Minha filha, Sue... voc lembra dela? Era um beb a ltima vez
que voc a viu... filha de Lindsay.
	- John, vamos ter problemas com ela aqui... no havia outro jeito?
	- Ei, ei - Sue interrompeu Sue, mostrando a carteira da Irmandade - Eu
tambm j sou membro da irmandade, O.K.? No precisa me tratar
como se eu no estivesse aqui... eu j tenho 17 anos, no sou
nenhuma criana.
	Nesse momento uma bruxa de cabelo louro escuro aparatou bem atrs de
John, com um envelope lacrado na mo.
	- Senhor John Jones Van Helsing?
	- Eu mesmo....
	- Bom dia, Marsha Cage Fish, advogada do ministrio da magia... - ela
disse mostrando uma carteira para ele - O senhor est ciente que
descumpriu o acordo de cooperao com a Irmandade no artigo... -
enquanto a advogada falava com John e Sirius, que procuravam
explicar-se, Sue foi se esgueirando para fora da estao t que se
viu numa rua de Hogsmeade, curiosa em ver que estava num lugar onde tudo
era mgico e todos eram bruxos... ainda no tinha reparado que todos
olhavam a garota de cala jeans, suter cor de rosa,  jaqueta preta
e  tnis branco como se ela fosse de outro planeta. Foi subindo a rua,
pensando em algo bem interessante para fazer num povoado bruxo, quando
viu um bar que automaticamente lhe chamou a ateno, pois ela pde
ver que estava coalhado de jovens mais ou menos da sua idade, todos em
vestes parecidas com as do bruxo da estao. Foi entrando como se
estivesse em casa, e s ento descobriu como era diferente.
	Quando ela entrou no bar, um mar de cabeas voltou-se em sua
direo. Ela teve vontade de sair correndo, ao imaginar que talvez o
passo seguinte deles fosse transform-la em sapo. Como j estava
ali, decidiu entrar, e foi em frente, sentindo os olhos
acompanhando-a...lembrou-se da carteira da Irmandade, sacando-a:
	- No estranhem, eu sou da Irmandade...
	Ela no pde terminar a frase, um garoto chegou perto dela e disse
alto:
	- Se voc  da Irmandade, ento  uma caadora de vampiros...
Existem vampiros em Hogsmeade?
	Antes que Sue pudesse abrir a boca e dar a desculpa que seu pai
elaborara, o bar estava tomado de vozes em pnico: "Vampiros?" "Em
Hogsmeade?" "No  possvel" "Somos protegidos!" "Aqui nunca houve
vampiros!" Ela bem que tentou sair de fininho, mas deu de cara com um
bando de garotos que entrava no bar e no entendia nada. Ela olhou
para o primeiro que apareceu na sua frente, de cabelos vermelhos e
disse:
	- Podia explicar para eles que estou s em pesquisa? - de trs do
menino de cabelos vermelhos, dois outros, gmeos surgiram e disseram:
	- Deixe conosco! - Uma exploso fez o pnico aumentar no pub, as
pessoas pareciam querer sair e ela estava ali no meio, achando que
afinal de contas estes bruxos eram todos malucos mesmo, ento um uma
voz trovejante disse:
	- D para vocs fazerem silncio? - Sue se voltou e viu um homem
enorme, mas enorme mesmo, levantando-se do fundo do pub, e vindo na sua
direo.
	- Voc  filha de John Van Helsing, certo? - O homem, cujo rosto
no aparecia debaixo de uma confuso de cabelos e barbas, a olhava
srio.
	- S-Sim, sou... eu estou s em pesquisa, com meu pai...
	- E ele te deixou sair sozinha assim?
	- Na verdade no... eu fugi...
	Todos ficaram observando enquanto Hagrid levava a menina para fora do
pub, para procurar seu pai e devolv-la a ele. Alguns garotos passados
alguns minutos, comearam a comentar como ela era bonitinha. Willy
disse a Gina e Hermione, que estavam ao seu lado:
	- Decidimos que a odiamos, certo? - As duas concordaram com a cabea.
Se algum ali tivesse o dom de ler pensamentos, veria que dois rapazes
tinham ficado muito abalados com a menina: Rony Weasley e Draco Malfoy.

CAPTULO 8 - ELE EST EM HOGWARTS!

	Harry sabia uma coisa sobre os trouxas que haviam chegado em Hogsmeade:
que eles ficariam hospedados na casa de Sirius e Sheeba. Ficou meia hora
lutando consigo mesmo para no falar sobre isso, at que, quando os
gmeos falaram pela milsima vez na garota, Harry no resistiu e
disse:
	- Tenho certeza que Sirius deve conhec-la ou ao pai dela...
	- Porqu? - Rony perguntou ansioso
	- Porque eu  vi Sirius indo para a estao para esperar o trem...
acho que ele estava esperando eles...
	Harry deu de cara com um olhar simplesmente horroroso vindo de Willy...
ela estava com cimes.
	Na casa de Sirius e Sheeba, eles, John e Hagrid conversavam sobre o
acordo que Voldemort teria feito com os vampiros e analisavam as
perspectivas, que John acreditava serem sombrias:
	- Veja bem, Sirius... eu no sei a extenso do poder desse
sujeito... mas ele soube escolher o pior cl vampiro para se aliar...
se ns no matssemos tantos nefitos e escravos deles, Caius
j teria atrs de si mais de cinco mil vampiros... conseguimos
limitar seu nmero a 1000 segudores, mas acredito que ele veio para
Inglaterra apenas com os 200 melhores, os servos e os irmos... antes
de sair de Londres meu pai me telefonou e disse que tinham pego mais de
cinquenta escravos de Caius... Se ele os deixou para trs dessa forma
 porque pretende formar um novo squito aqui... Acho que ele veio
para ficar.
	- Isso  pssimo - disse Sirius - A irmandade aqui no  forte
o suficiente... em pouco tempo eles sero muitos!
	- Exato... e temos de descobrir rpido se Caius est em Londres ou
se veio para c, se ele fez um acordo com Voldemort - Hagrid
estremeceu ligeiramente - vai tentar pegar primeiro seu afilhado...
acredito que ele ache que assim ficar mais fcil te pegar.
	A camapainha tocou, Sheeba foi olhar quem era e voltou, sorrindo:
	- Parece que sua filha fez sucesso, John. O afilhado de Sirius est
a com seus amigos, aposto que por causa dela...
	- Harry no devia dizer a eles que ela est aqui - Sirius disse
contrariado
	- Depois da apario dela no bar, Sirius, acho meio difcil fazer
segredo sobre ela - disse John, olhando para a filha largada sobre uma
poltrona, parecendo bastante contrariada - acho que vou deix-la de
castigo um bom tempo...
	- Escute, John - Sheeba disse-lhe em voz baixa - Sue  s uma
garota... deixe-a conhecer os meninos de Hogwarts, sero boa companhia
para ela... no fim do ms, quando ela tiver de ir embora, eu ponho um
feitio de memria nela e ela vai pensar que esteve esquiando em
Aspen... o que voc acha?
	- Quem disse que me preocupo com Sue? eu me preocupo com eles, eu
conheo a filha que tenho! Mas se voc acha que no far mal,
ento fique  vontade, Sheeba.
	Em poucos minutos, Sheeba retornou  sala com um grupo composto por
Harry, Willy, Hermione, Gina, Neville, Rony e os gmeos Weasley. Sue
olhou-os com uma cara de tdio forado. Ela adoraria conhec-los,
mas no ia admitir isso nunca! Sheeba os levou para uma sala separada,
para que no ouvissem a conversa dos adultos, Harry ainda pensou em
falar sobre a viso que tivera dois dias antes, mas preferiu deixar
para mais tarde.
	Quando Sheeba saiu da sala e ficaram sozinhos, Fred imediatamente
perguntou:
	- Voc  trouxa mesmo?
	- Vem c, vocs no tinham um termo mais bonitinho para se
referir a quem no sabe fazer mgica? Que tal "normal"?
	- Ela  muito trouxa, Fred, sem duvida - completou Jorge
	- Eu no sou trouxa! quer dizer, s tecnicamente falando... mas eu
sei que vocs existem... a gente cresce ouvindo falar na grande
colaborao...
	- Que grande colaborao?
	- Entre a Irmandade e os bruxos... mais de um sculo de
cooperao, bl bl bl.bl bl... ah, quer saber, vocs
so muito metidos, s porque fazem umas magiquinhas... quero ver
vocs pegarem um vampiro de cara que nem eu j peguei!
	- Voc j matou um vampiro? - Willy no acreditou muito
	- No foi um s, foram cinco. O primeiro eu matei com doze anos...
 fcil,  s voc saber onde cravar a estaca, e andar sempre
com uma dessas - Sue abriu sua jaqueta e mostrou  um punhal  de prata -
Eu ganhei quando fiz quinze anos... todo mundo na irmandade ganha... a
gente no tem medo deles, temos sangue imune.
	- O que  sangue imune?
	- Ningum sabe direito como isso comeou... parece que algum
ancestral nosso, l pelo sculo X descobriu como imunizar o sangue
contra vampiros... o fato  que um vampiro tentou mord-lo e
morreu... ns hoje achamos que teve algum bruxo que o ajudou, mas
no d para saber... quando o velho Van Helsing descobriu isso de
novo nele, passou a se especializar em combater vampiros, ele era
mdico. No descobriu de fato o que o nosso sangue tinha, mas deixou
algumas recomendaes...
	- Que recomendaes?
	- Que procurssemos ser ou mdicos, ou advogados ou padres...
questo de colaborao, mdicos para tentar descobrir porque
nosso sangue  imune, advogados para podermos nos defender se formos
pegos matando um vampiro e padres para manter na famlia pessoas de
f, que eles odeiam... no caso dos avogados e mdico, so
instrudos a deixar vasta descendncia, para que o sangue imune
no morra... Meu av por exemplo tem 15 filhos, o que  pouco, meu
pai ento... s oito... nada comparado ao tio Magnus, que tem 28
filhos...
	- Coitada da me de vocs! - Hermione parecia chocada
	- No! Meu pai casou seis vezes...  impossvel ter muitos filhos
com a mesma mulher... no caso das mulheres  diferente, meu av
disse que eu posso ter s quatro filhos. Mais que isso no
precisa...
	- Qual o problema? Ns somos sete irmos da mesma me e do mesmo
pai...- Rony disse aborrecido
	- Nossa! Sua me deve ter muita coragem, hein? - Sue parecia
fascinada.
	- Ento a irmandade  uma famlia?
	- . Somos todos descendentes de Van Helsing. Por isso  to
difcil combater os vampiros, eles se multiplicam muito mais rpido
que a gente...
	- Nunca houve um Van Helsing que no quisesse fazer parte da
irmandade?
	- Oh, no. Na poca da segunda guerra ficou um pouco difcil
porque metade da famlia morreu... mas todos gostam de caar
vampiros... e temos nossa vida normal paralela... meu pai  mdico,
tem clientes em Nova Iorque.
O mais difcil  dormir... meu pai trabalha  tarde, depois sai
 noite para caar vampiros, chega em casa s cinco da manh e
dorme at meio dia... Por isso os Van Helsing acabam casando vrias
vezes... poucas pessoas esto preparadas para esse estilo de vida, o
que ajuda  que a nossa famlia  rica.
	- Como sua famlia pode ser rica trabalhando desta forma? - Rony
parecia incrdulo.
	- Ora, dinheiro antigo, fortuna, essas coisas... o velho Van Helsing
no era rico, mas a fortuna da famlia foi crescendo, uns ajudam os
outros, seno no seramos uma irmandade... pelo menos h
cinquenta anos acabaram com a obrigatoriedade de casarmos na
famlia... eu odiaria me casar com meu primo Moe... ele  um timo
caador de vampiros, mas  muito chato... Caar vampiros de
qualquer forma  difcil, eles so muito espertos... e tem essa
coisa de virarem morcegos, ratos, lobos, nvoa, eles escapam com
muita... - a garota foi interrompida pelo pulo que Harry deu em
direo  porta. Precisva contar algo a Sirius e John.

	- Ele est em Hogwarts! - Harry irrompeu na sala fazendo Sirius e os
outros darem um pulo.
	- O que voc est dizendo, garoto? - John encarava Harry srio. -
Quem est em Hogwarts
	- O vampiro... eu o vi!
	- Voc viu Caius em Hogwarts? Como? - Harry lembrou-se por um
instante das circunstncias em que vira o vampiro e resolveu no ser
muito explcito.
	- Eu estava olhando pela janela do quarto e vi... achei que tinha
visto... na beira da floresta proibida. Mas a ele sumiu. Eu pensei
que fosse imaginao minha, mas agora Sue disse que eles viram
nvoa... tinha muita nvoa na beira da floresta aquele dia.
	- Essa no - John passou a mo pelo rosto - E eu achando que ele
ainda estava em Londres. Como ele pode estar dentro da floresta ? Eu
tenho que ir l...
	- Se eu fosse voc no faria isso, pelo menos no agora - Hagrid
olhava-o srio - voc pode ter sangue imune a vampiros, mas no
s outras coisas que enchem aquela floresta.
	- S h uma coisa a fazer - Sirius disse srio - falar com
Dumbledore. Caius no pode entrar no Castelo, ele nunca foi convidado,
mas...
	- Quem disse que ele nunca foi convidado, Sirius - John interrompeu -
Por acaso seu irmo no estudou em Hogwarts?

CAPTULO 9 - O PASSEIO DE VASSOURA.
	Foi um grupo grande o que voltou aquela tarde a Hogwarts, John e sua
filha acompanharam Sirius, Sheeba e os outros para o castelo.Embora
fosse dia da festa do Dia das Bruxas, haviam coisas muito srias a
serem tratadas. Nem bem chegaram a Hogwarts, Dumbledore apareceu,
chamado Sirius e John para uma conversa. Sue aproveitou enquanto estava
solta, e foi fuar algum canto do castelo, desvencilhando-se dos
outros jovens. Quando estava perto das masmorras da Sonserina, ouviu uma
voz montona e arrastada atrs dela:
	- Acredito que realmente este  o fim de Hogwarts... - Sue virou-se e
deu de cara com um garoto mais ou menos da sua altura, cabelos louros
muito claros e rosto comprido, uma expresso de tdio enquanto a
olhava.
	- Algum te perguntou algum coisa?
	- Voc  uma trouxa! No deveria estar aqui.
	- Eu espero realmente que um vampiro te pegue, garoto... a voc
realmente vai precisar que uma trouxa como eu esteja por perto...
	- Ah, essa histria de irmandade... meu pai me falou... ele diz que
vocs so um bando de trouxas que pensa que  menos trouxa - Draco
no acabou de falar, Sue deu um golpe nele e derrubou-o no cho,
prendendo-o com os braos
	- H! Idiota. Quero ver voc me derrubar com um feitio mais
rpido que esse.. Ns somos bem treinados, se voc fosse um
vampiro, agora eu te virava assim - Sue virou Draco de frente e seus
olhos se encontraram, Draco sentiu-se atrado pelo brilho malicioso
dos olhos da garota, ela parou um segundo, antes de completar - Veja,
com esta mo livre eu cravava uma estaca bem no seu corao,
cretino. - ela levantou, deixando-o no cho, com cara de bobo. Sem
saber muito bem o que fazer, Draco foi atrs da menina.
	- Ei, eu no quis te ofender...
	- Tarde demais, j ofendeu.
	- Quer dizer.. eu no sabia que vocs eram assim... entenda, eu sei
muito pouco sobre trouxas - Sue virou-se rindo.
	- Vai me dizer que vocs crescem sem saber o que  mundo l fora?
	- No  assim tambm... mas veja bem, famlias tradicionais de
bruxos, como a minha...
	- Ah, no enche, cara - Sue saiu e Draco agora quase corria atrs
dela. Repentinamente ele teve uma idia.
	- Quer voar numa  vassoura?
	- O qu?
	- Voar, na minha vassoura... eu te levo. eu vo muito bem...
	- Vou pensar no seu caso...
	- Se  assim - Draco perdeu a pacincia, finalmente - Tchau.
	- Ei, ei! J pensei, eu quero.
	- No saia daqui, vou pegar minha vassoura.
	- OK.
	Draco no demorou trs minutos para voltar com a vassoura Nimbus
2001 que usava no Quadribol. Sue olhou-a incrdula:
	- Voc voa nisso?
	- Claro, qual o problema?
	- No me parece possvel...
	- Eu no disse que voc era decididamente euma trouxa?
	No momento em que passaram pelo salo, Rony viu-os e disse a Harry:
	- Lembra que voc me prometeu deixar andar na sua Firebolt quando eu
quisesse? Pois, bem Harry, eu quero, agora!
	Draco explicou a Sue algumas coiss bsicas sobre vo em vassoura e
disse-lhe que no tivesse medo. Sue olhava-o incrdulo. Ento, ele
pediu que ela se posicionasse atrs dele e segurasse em sua cintura
que ele faria o resto. Quando ele impulsionou para frente e o alto a
vassoura e ela sentiu seus ps sarem do cho, deu um grito,
olhando incrdula para baixo, para o campo que ia se afastando.
	- Nossa! essa coisa voa mesmo!
	- No se empolgue... ela s voa com um bruxo de verdade
pilotando-a...
	- Cara, voc  muito chato... eu no sei seu nome.
	- Draco. Draco Malfoy
	- Draco? Que nome esquisito! O meu  Sue Anne, mas pode me chamar
s de Sue.
	- Seu nome no  muito melhor que o meu. - Draco estava comeando
a se sentir bastante satisfeito quando algumas silhuetas surgiram l
embaixo, para seu grande descontentamento. Ele viu um grupo composto por
Harry, Rony, Nevile, Hermione, Gina e Willy chegar, alguns trazendo
vassouras.
	- Ah, no... l vem a trupe do Potter.
	- Quem?
	- O garoto de ouro, o famoso... s porque tem uma cicatriz...
	-  o afilhado do Sirius?
	- Ele mesmo...
	- O que ele tem de to especial alm daquela cicatriz idiota? Achei
ele um saco, e a namoradinha dele  pior ainda! - Aquilo soava como
msica aos ouvidos de Draco... pela primeira vez na vida ele via
algum falando que Harry Potter era chato! Ficou to feliz que deu
um rasante com a vassoura sobre o grupo. Aquilo fez Rony subir na
Firebolt e ir em seu encalo. Hermione, que j estava contrariada,
deu a volta e foi refugiar-se dentro do castelo, morrendo de cimes.
	- Ei, Malfoy - Rony provocou, emparelhando com Draco - Voc j
disse a ela que sempre perde no quadribol para o Harry?
	- No, mas j falei que sua famlia  to pobre que dorme
dentro de uma caixa de sapato!
	- O que  quadribol?
	Draco e Rony voavam de um lado para o outro se provocando, sob as
risadas de Sue, de vez em quando Harry olhava preocupado para sua
vassoura, mas no ligando muito. Neville pegou uma das vassouras que
haviam trazido e chamou Gina para um passeio. Willy perguntou a Harry:
	- Quer dar uma volta na Sieglinda?
	- No. Quero aproveitar que o Snape no est olhando para poder
te abraar. - Harry abraou Willy e os dois ficaram sentados na
grama, ora olhando os outros voando no cu, sentindo o frio da tarde
que caa , ora dando beijos discretos, porque ningum garantiria que
Snape no pudesse aparecer a qualquer momento. Nem eles nem os outros
repararam que anoitecia rapidamente.
	Ningum tambm reparou, quando a noite finalmente caiu, numa
nvoa esbranquiada e brilhante que veio deslizando de dentro da
floresta proibida, deslocando-se sinuosamente prxima do cho, como
se fosse uma gigantesca cobra de fumaa... nenhum deles viu que a
nvoa se adensava rapidamente na orla da floresta, tapando a viso
das rvores mais prximas... muito menos eles notaram quando dois
grandes morcegos negros levantaram vo do meio da nvoa.
	Rony e Draco continuavam sua pequena guerra no cu quando Sue deu um
grito. Um dos morcegos voava rapidamente na direo de Rony, antes
que ele pudesse desviar a vassoura, surgiu na sua garupa uma mulher
loura, de cabelos curtos e olhos vermelhos. Draco parou horrorizado a
cerca de dez metros dele, Sue dizia:
	- Rpido, rpido Draco, chegue perto dele, no deixe que ela
morda o pescoo! - Draco arremeteu com a vassoura na direo de
Rony, que lutava com a vampira, que j tentava cravar seus dentes
enormes nele, segurando sua cabea, Draco conseguiu bater com o cabo
no rosto da vampira, que virou-se furiosa dando um grito assustador. Sue
tentava tirar de dentro da jaqueta seu punhal de prata sem cair da
vassoura
	No cho, Harry e Willy s notaram o que estava acontecendo quando a
vampira deu o grito, Harry pegou a vassoura de Willy e rapidamente
levantou vo, disse a ela que fosse buscar John, passou por Nevile no
cu, pedindo a ele que desse a volta e entrasse com Gina o mais
rpido possvel, enquanto ele tentava fazer alguma coisa, Neville
desceu rapidamente, puxando Gina e Willy na direo do Castelo
	No cu, ficava cada vez mais difcil para Draco evitar que a
vampira mordesse Rony, ela lutava com ele e cada vez que batia em sua
vassoura, Draco descia cerca de um metro, Rony virava a vassoura
descontroladamente tentando fazer a vampira perder o equilbrio. Harry
ento, montado em Sieglinda, acertou a vampira, que gritou mais uma
vez. Agora eram duas vassouras a atac-la.
	Quando Neville e as meninas estavam quase alcanando a porta do
castelo, deram de cara com um vampiro enorme, de ombros largos, negro, o
cabelo crespo arrepiado sobre a cabea, ele tinha os olhos saltados e
amarelos, e ria, conforme avanava para eles, os dentes arreganhados,
ameaadores.
	Sue teve uma idia. como no conseguia alcanar a vampira com o
punhal de prata, deu um talho fundo com ele em seu antebrao, um jato
de sangue espirrou, para espanto de Draco. Quando ele se aproximou
novamente da vassora onde Roni estava, Sue esticou o brao e fez com
que seu sangue casse direto nos olhos da vampira. A vampira levou a
mo aos olhos e deu um grito. Harry conseguiu ento dar um
encontro nela pelo outro lado, a vampira comeou a cair, mas antes
de tocar o cho transformou-se num morcego e saiu voando na
direo da floresta, meio desorientada.
	L embaixo o vampiro avanava para Neville, que mesmo amedrontado,
mantinha Gina e Willy atrs de si, numa atitude protetora. Quando o
vampiro deu um salto para frente, algo o atingiu com fora, e ele
rolou para o lado. John viera correndo de dentro do castelo e se jogara
sobre ele, lutaram  por uns instantes at que John conseguiu cravar no
corao dele a estaca de prata que reluzia em sua mo, levantou-se
rpido, jogando-se sobre os jovens:
	- No olhem para ele!
	Com um grito de gelar os ossos o vampiro comeou a se liquefazer,
borbulhando pela grama, virando uma massa disforme de sangue, enfim, a
massa evaporou deixando um cheiro enjoado no ar. John levantou-se e
pegou no cho sua estaca de prata. Nesse momento, Harry e os outros
pousavam, Sue segurava o brao ferido, amparada agora por Draco. John
virou-se olhando furioso para a filha, mas antes de dizer qualquer coisa
enxotou brutalmente os jovens, levando-os para dentro do castelo.
	- Muito bem, mocinha, quantas vezes eu tenho que te dizer que onde
existem vampiros no se deve ficar dando sopa ao ar livre durante a
noite? Voc tem idia de quantas pessoas voc ps em risco hoje?
E se um vampiro pegasse um deles? Que voc espera que o professor
Dumbledore dissesse aos pais? Eu vou mandar voc hoje mesmo para a
casa do seu av, e quando eu chegar l...
	- No brigue com ela, John - a voz serena de Alvo Dumbledore
interrompeu-o. Ele olhou para o bruxo, que o encarava serenamente - Se
sua filha no estivesse l fora, a essa hora provavelmente o jovem
Weasley j teria sido vampirizado... ela demonstrou muita coragem...
claro que foi uma grande imprudncia DE TODOS - os jovens se
encolheram ligeiramente sob o olhar severo de Dumbledore - ficar l
fora depois de anoitecer... mas no havia ainda nenhuma prova de que
eles estavam por aqui... vou baixar uma circular e a partir de hoje
todos esto proibidos de sair da escola depois do anoitecer. Agora,
vamos esquecer isso um pouco... lacrei as portas do castelo,  quem
est do lado de dentro s vai poder sair amanh pela manh...
acredito que isso nos permita ter uma festa de dia das bruxas menos
deprimente.


CAPTULO 10 - BRIGAS, BRIGAS, BRIGAS

	Durante a festa do dia das bruxas, Alvo Dumbledore foi obrigado a
comunicar aos alunos que a partir daquele dia haveriam algumas regras de
segurana a serem seguidas,  claro que como qualquer fofoca que se
preze, a histria do ataque dos vampiros no campo de Quadribol j
havia se espalhado rapidamente, provocando a curiosidade de alguns
alunos.
	- Para evitar que aventureiros tentem se meter com o que no devem -
Dumbledore estava srio como nunca - a partir de hoje depois do
anoitecer as trancas do castelo estaro guardadas por um feitio de
trancamento... ningum conseguir abrir porta alguma ou janela
aps o anoitecer, at que estejamos resolvidos em relao aos
vampiros, o que esperamos que seja em breve..
	Enquanto Dumbledore falava, Sue olhava fascinada o lugar onde havia
cortado o brao, feliz porque em menos de cinco minutos Madame Pomfrey
curara o corte, ela pensava que adoraria ser bruxa, parecia tudo to
mais fcil para eles... se bem que ao olhar tudo a sua volta, no
deixava de achar meio tola essa coisa de iluminar tudo sem eletricidade,
no ter computador... "Os bruxos no sabem o que esto perdendo".
Sabia que ela e John passariam a noite ali no castelo, j imaginava
como era dormir num lugar cheio de fantasmas (ela vira um sentado na
mesa ao lado dos garotos!), cheio de coisas perigosas...
	Ela no percebia que Draco a olhava de longe... depois do susto do
incio da noite ele se afastara um pouco dela, afinal achou que o pai
da garota podia culp-lo por alguma coisa. Agora, olhando-a de longe,
Draco no podia deixar de achar que afinal de contas no estava
to certo assim quando falava mal de trouxas.
	Logo depois do banquete, Sue resolveu levantar-se e circular pelo
salo, Draco levantou-se e foi na direo dela, mas Rony chegara
primeiro.
	- Cai fora, Weasley - Draco disse com toda arrogncia que conseguiu
juntar - quem levou-a para passear de vassoura fui eu.
	- Ora, seu panaca, eu s estava agradecendo a ela porque ela salvou
minha vida, afinal, se fosse depender da sua vontade, a essa hora eu
j teria sido jantado por aqueles vampiros.
	- Garanto que ia comer melhor que na sua casa...
	- Repete isso!
	- Ei vocs dois querem parar com isso? - Sue disse furiosa - vocs
dois que me meteram nessa encrenca, j no basta eu ter levado uma
bronca enorme do meu pai por sua causa?  Querem saber, eu vou sair de
perto dos dois!
	- T vendo, panaca, o que voc arrumou?
	- Nunca mais mato sua fome comprando suas revistas... - aquilo foi o
suficiente para Rony partir para cima de Draco, de onde estava, Harry
levantou-se correndo, seguido por Hermione e Willy. No caminho cruzaram
com Sue.
	- Tudo por  sua causa, trouxa idiota - Willy vociferou na direo
de Sue.
	-  comigo que voc est falando, bruxinha que cabe num dedal?
	- Desde que voc chegou s tem havido confuso, sua trouxa
amalucada
	- Willy, deixe-a - Hermione esquecera Rony e Draco e tentava acalmar
Willy, Harry e Hagrid tinham conseguido separar Draco e Rony, Sirius os
levara para um canto, onde dizia-lhes que aplicaria uma deteno e
descontaria pontos pelos dois. Harry voltava na direo de Willy,
que ameaava  Sue com sua varinha.
	- Willy, deixe-a - Harry puxou-a, vendo o olhar de Snape tornar-se
perigosamente atento em relao aos dois.
	- Harry, voc no est defendendo essa lambisgia, est?
	- Willy, deixe de bobagem, ela no te fez nada...
	- No acredito no que estou ouvindo
	- Sue, voc j aprontou demais por um dia. - John apareceu com cara
de poucos amigos bem ao lado de Sue, levando-a embora  fora. Harry
olhou-a  partir e disse a Willy:
	- O que voc pensa que est fazendo, Willy?
	- Harry, Rony quase virou um vampiro por causa dela!
	- Willy, isso no  verdade. Voc est implicando com a garota
desde que a viu.
	-  assim, Harry Potter? Ento, acabou-se, tome sua pulseira
idiota, eu no sou mais sua namorada.  - Willy saiu pisando duro,
Harry olhou para Hermione como a pedir socorro e ela disse apenas:
	- No me pergunte nada. Tambm detestei a garota. - Harry foi
andando em direo a Rony, que acabara de levar um sabo de
Sirius, e voltava contrariado na direo dele.
	- Rony, Willy me deu o fora!
	- ? Hermione me deu o fora uma vez, voc deve se acostumar, No
di nada...
	- Rony, porque voc foi brigar com o Malfoy?
	- Porqu? Eu no briguei com ele, ele brigou comigo... ele nem
devia ter chegado perto da garota, eu a vi primeiro - Harry parou ao ver
que nesse instante Dino Thomas e Colin Creevey estavam tendo uma
discusso que evolua para algo bem prximo de uma briga,
repentinamente percebeu que pelo salo irrompiam pequenos conflitos.
Correu ento para Dumbledore.
	- Professor, o senhor est vendo isso?
	- Sim, Harry, vamos recolher todos imediatamente. Voc consegue
manter-se calmo?
	- Consigo, qual  o problema ento?
	- Isso chama-se atmosfera hostil, os vampiros usam como arma quando
querem fazer os trouxas sarem de casa para atac-los, aqui isso 
mais difcil de funcionar, mas acredito que hajam muitos vampiros l
fora, vamos ter que lidar com isso at conseguirmos afast-los.
	Em pouco tempo os alunos estavam recolhidos s suas casas, Harry
esperava que no dia seguinte, longe da influncia daquela atmosfera
hostil, ele e Willy finalmente fizessem as pazes. Pouco antes de dormir,
viu Sirius e Sheeba, que a pedido de Dumbledore dormiriam no castelo.
Para sua surpresa, Sheeba vestia as grossas luvas refletoras.
	- Porque voc est usando essas luvas, Sheeba?
	- Harry, eu estou esperando um filho... no quero saber de coisas que
possam atrapalhar minha gravidez. 	 Harry ficou olhando ela e Sirius se
afastarem pelo corredor. Um calafrio percorreu-lhe a espinha, e ele
achou melhor deitar-se.
	Horas mais tarde, Willy estava deitada em sua cama, mas no conseguia
dormir... algo inquietava-a dolorosamente. Depois de brigar com Harry,
ela fora recolher-se, mas algum tempo depois sentia como se tivesse
feito algo que no queria, algo que no deveria ter feito... ao
mesmo tempo, sentia que uma voz a chamava, uma voz doce, irresistvel.
	- Willy... venha. - olhava em volta, no sabia de onde vinha aquela
voz, ela cobria a cabea com o travesseiro, e ainda assim escutava: -
Willy... venha... Willy.
	Willy levantou-se vagarosamente, e olhou em volta. No sabia o que
estava acontecendo, mas sabia que alguma coisa a observava, algum.
	- Harry quer te pedir desculpas, Willy... - a voz no era a voz de
Harry... era uma voz diferente, mais suave, hipntica - Harry,
Willy... Harry.
	Harry, precisava pedir desculpas a Harry. Ela no sabia mais o que
estava fazendo, apenas vestiu a capa de invisibilidade sobre a prpria
camisola e saiu do quarto, agora ia num passo automtico, ela sabia
onde queria ir, ela queria encontrar Harry.
	A sala de transformao estava vazia, o luar entrava de mansinho
pelas janelas, ela foi se aproximando lentamente, olhando para a janela
com os olhos fixos. Aquela janela, a sua janela. Quando chegou bem em
frente a ela, recuou assustada. A capa de invisibilidade caiu de seus
ombros.
	Do lado de fora da janela, havia um homem, ele estava em p,
encarando-a . Willy nunca tinha visto aquele homem, mas soube de
imediato que era um vampiro, ento ele comeou a falar com ela:
	- Willy, voc veio... - a voz dele era a voz que a fizera
levantar-se, os olhos dele eram azuis e seus cabelos negros, sob a luz
do luar a pele dele tinha uma palidez lustrosa e azulada, e ela no
conseguia deixar de olhar para ele. - Eu no posso entrar, Willy...
mas voc pode sair.
	Willy virou-se horrorizada, repentinamente viu que a parede oposta
ficava escura, uma imensa nuvem negra cobrira a luz da lua,  Willy
tateou a parede, procurando a maaneta da porta, deixara sua varinha
no quarto, agora o medo a dominava, olhou pela janela, o homem
desaparecera, ela ainda tateava procurando a porta, ela olhava para
trs desesperada, achando que o vampiro atravessara a janela. De
repente sua mo fechou-se em torno de uma maaneta e ela girou-a, a
porta abriu-se e ela lanou o corpo para frente, tropeando no
batente de um armrio. Quando caiu l dentro, o fundo deslocou-se e
ela se viu deslizando suavemente por uma passagem escura. Gritava,
aterrorizada. De repente, a luz do luar a banhou, e ela percebeu que
estava do lado de fora de Hogwarts. O homem j a esperava, olhou-a de
frente e estendeu-lhe a mo:
	- Boa noite, Willy. - apavorada, ela viu que ele sorria.

CAPTULO 11 - APENAS UMA NOITE

	Quando as companheiras de quarto de Willy deram por sua falta na
manh seguinte, houve uma gritaria geral, pnico generalizado. Foi
preciso que Snape interviesse e perguntasse s garotas o que afinal
acontecera. Nenhuma delas havia visto Willy sair, elas estavam
apavoradas achando que o vampiro havia entrado no quarto. Ento Snape
disse-lhes:
	- Vampiros no podem entrar neste castelo, suas imbecis! - e saiu,
secretamente preocupado para procurar Dumbledore.
	Dumbledore chamou Harry e Sirius. Harry vinha arrasado, como se um peso
de meia tonelada houvesse sido depositado em seus ombros.
	- No sei como, mas Willy saiu do castelo durante a noite.
Provavelmente Caius conseguiu hipnotiz-la a distncia, mas ela
no pode ter sado por nenhuma das portas. Harry, eu sei que voc
tem um mapa, cuja co-autoria pode ser creditada a Sirius, que mostra
passagens para se sair de Hogwarts... voc por acaso mostrou a Willy
alguma vez este mapa?
	- No professor, nunca... eu conheo Willy bem o suficiente para
saber que ela no deve se aproximar desse tipo de coisa.
	Dumbledore ento suspirou fundo e disse a Harry que eles procurariam
Willy, as aulas da manh foram suspensas e os professores deram buscas
pelas salas. A Professora Minerva foi quem achou a capa de Willy cada
na sala de transformao. Viu tambm o armrio aberto e olhou
l dentro, a chave daquele armrio estava sumida h alguns anos.
Ela empurrou o fundo do armrio e viu que era falso, e viu a descida.
Correu para chamar Dumbledore.
	Harry olhou o mapa do maroto e viu que aquela era uma das passagens
secretas que Filch conhecia, marcadas no mapa. Ele procurou a dica para
abrir a passagem, que era: "basta girar a maaneta olhando para o lado
oposto que ela se abre".
	- Como Caius pde saber disso?
	- Harry, - Sirius disse preocupado - quando ns fizemos o mapa do
maroto eu usei muitas dicas que meu irmo havia me dado... ele esteve
aqui antes de mim. Ele conhecia essa passagem. Provavelmente ele fez
Willy ficar em pnico e ao procurar a porta para sair da sala ela caiu
na passagem. -  Sirius olhava para o armrio.  Sem dizer nada,
atirou-se l dentro, Harry o seguiu. Deslizaram alguns minutos ento
uma luz no fim do pequeno tnel apareceu. Caram de um buraco a
cerca de dois metros do cho, estavam numa pequena colina. Ao longe,
podiam ver o castelo, haviam sado centenas de metros  frente, num
lugar entre o lago de Hogwarts e a Floresta proibida. No cho, havia
um envelope prateado, escrito com letras vermelhas, numa elegante
caligrafia.

"Ao Sr Sirius Black"

	Sirius abriu o envelope e leu a mensagem:

	"Meu Irmo, voc tem algo que quero, eu tenho algo que voc quer.
Encontre-me na orla da floresta ao anoitecer e fazemos a troca. 	Leve
Harry Potter. Nem pense em aparecer armado
	No negocio, espero apenas uma noite.
Caius"

	Sirius passou o bilhete a Harry.
	- No temos escolha, Harry. Precisamos salvar Willy.
	Harry encarou o padrinho srio. No estava disposto a perder Willy
para os vampiros. Retornaram ao castelo rapidamente e mostraram o
bilhete a Dumbledore. Ele concordou que no havia outro jeito, eles
depois poderiam tentar escapar, mas Willy estava totalmente indefesa.
Resolveram ento esperar a noite. Sirius pediu apenas uma coisa a
Harry:
	- Harry, lembra-se do anel que eu te dei? Traga ele para mim, eu
preciso us-lo - Harry correu em seu quarto e tirou do malo o anel,
era um anel largo, com uma pedra vermelha dentro da qual parecia
mover-se um lquido. Quando o entregou a Sirius, embora o anel fosse
mais largo que seus dedos, este se fechou firmemente no dedo anular
dele.
	Durante o dia, Atlantis, o pai de Willy, apareceu na escola, apavorado.
Queria de qualquer forma entrar na floresta e achar Willy. Dumbledore o
proibiu. Nesse momento John interviu:
	- Professor, eu acho que eu e ele podemos depois tentar seguir a trilha
dos vampiros, se ele pode se tornar um cavalo, e eu tenho sangue imune,
temos mais possibilidades que qualquer um outro. - enquanto Dumbledore
concordava contrariado com o plano de John e Atlantis, Hermione tinha
uma idia, estava entre Harry e Rony, na sala comunal da Grifnria.
	- Harry, Eu sei de algum que pode entrar durante o dia na floresta e
que pode nos ajudar a descobrir onde esconderam Willy. - Arrastou os
dois para o banheiro do terceiro andar e chamou alto:
	- Murta! Murta? Eu preciso falar com voc. - na parede atrs de
Harry apareceu a cabea branca e tristonha da fantasma. Ela olhava bem
chateada para Hermione:
	- O que voc quer comigo?
	- Murta, voc gosta de Willy? - Murta deu um sorriso.
	- Gosto. - pareceu preocupada - ela est bem?
	- Murta, ela foi seqestrada por vampiros. - a fantasma arregalou os
olhos
	- Eu tenho medo de vampiros!- Ia sumir parede a dentro quando Harry
disse:
	- Que grande amiga voc , hein, Murta? O que vampiros podem te
fazer? Nada. Voc j est bem morta,  no vai ter medo de
morrer.
	- Isso , mas como eu posso ajudar?
	- Murta, voc conhece a floresta proibida?
	 Quando eu era... bem, antes de ser um fantasma eu nunca tinha entrado
l... mas agora bem, eu conheo sim... no  um bom lugar, mesmo
para um fantasma... existem coisas l... coisas que gritam...
	- Voc sabe se existe algum lugar onde vampiros possam se esconder. -
Murta deu um olhara apavorado na direo de Hermione.
	- A Cripta!
	- Cripta?
	- , um lugar horrvel no meio da floresta... nem mesmo eu entro
l...
	- Mas o que ?
	- O que  uma cripta, idiota?  um lugar cheio de tmulos,
debaixo da terra... dizem que o corpo do Baro Sangrento est
enterrado l... mas nem ele vai l... at ele tem medo.
	- Voc sabe chegar l?
	- Sei, mas eu no vou l, no adianta pedir que eu no vou!
	- Ento, voc vai ter que conviver com o remorso de ter
transformado Willy numa vampira por toda a eternidade...- Rony olhou-a
de modo a deix-la bem culpada. Murta comeou a chorar
	- Eu no quero que acontea nada  Willy... ela  minha amiga,
mas eu tenho muito medo da Cripta...
	- Murta, ser que voc no faria isso por mim? - Harry olhou-a
suplicante. Ela finalmente concordou, e sumiu parede a dentro. Eles
sentiam agora algum alento, afinal de contas podiam descobrir o
paradeiro dos vampiros enquanto era dia e eles estavam vulnerveis.
	Mas as horas foram se passando inexoravelmente, e a Murta no dava
sinal de vida...  Harry ia sentindo-se nervoso  medida em que o por
de sol ia se aproximando... Enfim, anoiteceu e a Murta no voltou.
Harry e Sirius despediram-se dos outros, Dumbledore e Hagrid,  esperavam
 porta do castelo. Na sala de transformao, Atlantis e John
esperavam o sinal para sair e ir atrs deles. Na orla da floresta
coberta de nvoa um homem alto surgiu, trazendo Willy amarrada ao seu
lado.

CAPTULO 12 - OS EMPAREDADOS	
	Sirius olhou o rosto de Caius. Era o mesmo rosto que se lembrava de
mais de vinte anos atrs. Ele sorria, mas o sorriso no parecia o
mesmo. Com um movimento, Caius soltou as amarras que prendiam Willy, que
correu na direo de Harry.
	- Pode ficar tranqilo, Potter. Eu no fiz nada  sua namorada,
pode olh-la - Harry olhou para Willy, que estava nervosa e respirando
como um bichinho, mas  confirmou com a cabea o que o vampiro dissera.
Harry olhou-a nos olhos e disse:
	- Corra, volte para o castelo.
	- Harry, no!
	- V! - Harry empurrou-a na direo do castelo. Caius sorriu.
	- Eu tambm fiz loucuras por causa de uma mulher, Harry Potter...
creio que voc vai se arrepender deste amor todo... Muito bem... eu
preciso lev-los, sinto muito... Harry, voc tem uma coisa que me
pertenceu... pode devolver meu anel?
	- No est mais comigo. - Harry encarou o vampiro serenamente.
Sirius olhou o irmo triunfante e mostrou o anel que dera a Harry em
seu dedo:
	-  isso que voc procura, irmo? - O vampiro ficou furioso.
	- DEVOLVA, SIRIUS.
	- No, voc sabe que agora s tem um jeito de tir-lo de mim...
e enquanto eu us-lo voc no pode me tocar, no  mesmo
Caius? Voc pensou que eu no soubesse da proteo. Afinal nosso
pai guardou este anel para voc... a contramaldio. Quando voc
me deu, achava que voc no precisaria dele, era o mais velho, o
mais forte, o mais esperto, no ? No me contou nada achando que eu
no fosse gostar de saber que nosso pai dera o anel para voc,
porque preferia que de ns dois, eu fosse o vampiro.
	- Cale a boca, Sirius... com ou sem anel, eu vou te levar... voc
no quer ver seu afilhado morrer? Eu queria lev-lo comigo, mas ele
faz parte de um acordo.  - Sirius olhou Caius, e serenamente, deixou-se
amarrar. Caius tomava cuidado para no tocar na mo onde estava o
anel, e Harry anotou isso mentalmente. Da nvoa, ao lado de Harry, uma
mulher de aparncia oriental, muito bonita, surgiu, e segurou-o pelo
brao, do outro lado ele pde ver a vampira que quase sugara Rony,
seu rosto estava totalmente coberto de queimaduras, um dos olhos estava
fechado. Eles foram andando pela floresta, Harry via entre as sombras a
silhueta de outros vampiros. Naquele momento, dentro do castelo, John e
Atlantis se atiravam na passagem, que Dumbledore fechava com um
feitio. Agora, Hogwarts estava definitivamente lacrada.
	Harry e John foram andando escoltados pelos vampiros at que no
corao da floresta surgiu uma enorme entrada , com uma escadaria
que parecia descer metros e metros na escurido. Conforme iam
descendo, Harry notou horrorizado, que das paredes saam gritos
medonhos, animalescos, hediondos. Entendeu porque nem a Murta entrava
ali, era realmente assustador. Desceram muito, a escada subitamente se
converteu em um corredor estreito, que descia suavemente, iluminado por
tochas de luz azulada. Harry ainda ouvia os gritos, era impossvel
no ouvi-los, estremeceu ligeiramente.
	- Voc est ouvindo os gritos, Harry? - Caius disse sem se virar
para ele - eles te gelam a alma, no  mesmo? Quando fechei meu
acordo com Lord Voldemort, eles fizeram parte... os emparedados, os
esquecidos...
	- Quem so eles?
	- Curioso? - Caius se voltou sorrindo e Harry assustou-se - pela
primeira vez viu as presas de vampiro que ele tinha. Parecia muito menos
humano agora. - Lord Voldemort me falou de voc... no quer escapar
dele, Harry? Que tal se tornar um vampiro?
	- Lembre-se do que eu te disse sobre isso, Harry - Sirius disse e Caius
o contemplou, risonho.
	- Sirius... voc sabe qual foi a ltima vez que eu te vi? Pode
adivinhar?
	- Foi uma semana antes de voc morrer, quando me deu este anel.
	- No, Sirius, no foi... eu te vi ainda trs vezes depois
desta... e eu no morri.
	- Para mim, morreu - Caius tornou a rir, e empurrou uma porta enorme de
pedra, que se abriu em par, entraram numa grande cmara circular, com
um tmulo negro bem no meio dela, ao entrarem, a porta se fechou com
um estrondo. Harry olhou em volta e viu que pelas paredes se moviam
sombras negras, incessantemente. Pde notar que essas sombras  que
davam os gritos que ele ouvia, abaixo dos gritos, um som ribombante bem
baixo ecoava, como se um metal estivesse sendo batido.
	- Benvindos  camara dos emparedados - disse Caius, sorrindo -
atrs dessas paredes, vinte mil vampiros com um fome de dois mil anos
esperam quem os liberte.... Eles esto aqui h muito tempo, antes de
Hogwarts, antes da magia chegar a esse lugar... ningum sabe quem os
prendeu... mas algum sabe como libert-los.
	- Voldemort - Sirius olhava Caius srio.
	- Exatamente, meu irmo... imagine o poder que um vampiro com vinte
mil escravos pode amealhar... Eles esto aguardando um mestre, um
messias vampiro que os liberte... Voldemort me disse...
	- E voc acredita ser esse messias, Caius?
	- Eu no sou, Sirius... voc . - Caius deu um talho em sua
prpria pele com uma das unhas sobre o tmulo negro. De suas veias
verteu um sangue preto e viscoso, que ao tocar a superfcie do
tmulo ferveu , fazendo aparecer inscries em relevo na pedra:

"Negra  a noite, negro  o sangue
Da treva para a treva,
do sangue para o sangue
Quando o ltimo dos amaldioados
Cair na treva sobre esta pedra
libertar cada um dos emparedados
sangue do sacrifcio na noite eterna"

	Sirius olhou as inscries, depois olhou de novo os olhos frios do
irmo.
	-  isso? Voc me quer para isso? Quem te garante que esta
maldio  a da nossa famlia, Caius?  Nossa maldio 
recente e essa pedra est aqui h muito mais de mil anos.
	- O Lord das trevas achou essa cmara quando ainda era estudante em
Hogwarts,. Quando eu ainda era um bruxo, tambm estive aqui, Sirius...
eu usava o anel que est em seu dedo... Surpreso? eu nunca me esqueci
dos gritos, Sirius, nunca. Ento, quando eu descobri para que servia
este anel, eu resolvi te d-lo... eu achava que voc cairia com
muito mais facilidade que eu.
	- Sim, mas eu no ca, Caius, vinte anos e eu no ca.
Dementadores no me derrubaram...
	- Dementadores so criaturas menores...
	- Voc  uma criatura menor... que poder voc pensa que tem?
voc est MORTO Caius Black, morreu h vinte anos... voc no
 eterno,  apenas perdido.
	- Sirius, olhe para voc e olhe para mim... h vinte anos eu te
deixei em Hogwarts e voc era um menino... hoje voc est ficando
velho, e eu continuo jovem, daqui h vinte, trinta anos, voc
estar morto, e eu continuarei jovem...
	- Voc no  jovem,  apenas um cadver que anda... no
h nada do meu irmo em voc, nada.
	- Voc nunca quis saber como eu me tornei um vampiro, Sirius? Imagine
se a mulher dos seus sonhos te pedisse a sua alma... voc daria?
	- No acredito que voc foi seduzido por uma vampira.
	- Ela no era uma vampira... mas quando se tornou uma, eu a segui de
bom grado. John no sabia dela, ningum sabia, eu a escondi de nosso
pai, afinal, ela era uma trouxa. Mas quando viramos vampiros, passamos a
ser iguais, para ns no h trouxas nem bruxos... h apenas
sangue. Nossa casa  Nova Iorque.
	-  Aquela maldita cidade...
	- Sabe porque nossa famlia nunca abandonou os negcios em Nova
Iorque, Sirius? Destino. Nossos tios foram para l para seguir o seu
destino.... no h mais nenhum sobre a terra...
	- Voc traiu a todos, no  mesmo? E  isso que voc pretende
fazer comigo, vai me vampirizar, libertar os emparedados e depois me
matar... ento, vai sair daqui com um exrcito de vampiros... seria
engenhoso, se no estivesse errado, Caius... eu no sou mais o
ltimo - Caius ficou lvido.
	- Voc  o ltimo.
	- Se eu no soubesse que voc no pode, pela lei dos vampiros,
vampirizar uma mulher grvida, eu no te diria isso: Sheeba espera
um filho meu, Caius... sua profecia est perdida, pelo menos nessa
gerao, e tem mais, no acredito que essa pedra tenha uma
mensagem real... voc foi enganado pelo mestre das trevas...
	Harry, que presenciara todo este dilogo, olhava apreensivo para as
paredes, no havia forma de escapar dali... ele sabia que Sirius
tentava ganhar tempo, mas no tinha idia do que faria... ento,
atrs dele, um fantasma saiu de dentro da parede. Era a Murta. Estava
ainda mais lvida que um fantasma podia estar. Seus olhos estavam
vidrados e ela olhou aterrada para o vampiro.
	
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	Enquanto isso, John avanava pela floresta, cavalgando um imenso
cavalo, que era Atlantis em sua forma animal. Ia calculando mentalmente
quantos vampiros teria que matar at chegar a Caius, ele se preocupava
com Atlantis, ele tinha sangue imune, o bruxo no, esperava que ele se
conservasse na forma animal, ou estaria perdido... se chegasse a Caius
antes de Voldemort, teriam alguma chance. Dentro de seu sobretudo, duas
espadas longas , punhais e estacas de prata faziam peso,  preso s
suas costas, o pesado machado implorava para ser usado. "Quando chegar a
hora, ele pensou, quando chegar a hora"

CAPTULO 13 - PROFECIAS E PROMESSAS

	Willy chorava mansamente nos braos de Sheeba. a mulher a tratava com
um carinho de me... aos seus olhos era como se estivesse consolando a
pequena Nuhra, que conhecera em Hogwarts quando fora estudante. Sheeba
consolava-a como se no houvesse sua prpria dor, como se no
soubesse que naquele momento Sirius estava sob grande risco... agora que
trazia dentro de si um filho dele, era impossvel profetizar-lhe
qualquer coisa, eram unidos demais, prximos demais...um s ser. O
futuro dele era para ela to incgnito quanto o seu prprio.
	Hermione e Rony olhavam para as duas sem ter muito o que dizer... os
dois imaginavam o que aconteceria se Harry e Sirius no conseguissem
escapar, se John e Atlantis falhassem... ficavam imaginando o que seria
de Hogwarts se os vampiros no fossem expulsos dali, a escola
provavelmente acabaria. Subitamente, Willy levantou-se e encarou Sheeba:
- Sheeba, por favor, tire suas luvas... veja meu futuro, veja se
encontro Harry, veja se meu pai volta... eu no posso perd-los. -
Sheeba tirou as luvas e tocou nas mos de Willy. Seu rosto no
melhorou de aspecto. Ela encarou a menina novamente e disse:
- Quando o dia chegar tudo estar diferente, Willy. No posso dizer
o que vai acontecer a Harry, mas seu pai corre grande perigo... a vida
dele depende da boa vontade de outra pessoa.

	Rony engoliu em seco e olhou para Hermione. Dessa vez eles no tinham
como ajudar. Sheeba levantou-se e disse:
	- Preciso falar com Dumbledore.

	No salo, Draco Malfoy estava ao lado de Sue, os dois tinham a mesma
cara aborrecida.
- No sei porque meu pai no me levou junto...
- No sei porque voc iria querer entrar num antro de vampiros.
- Para mat-los, ora... cara, voc  muito, muito covarde... e
no tem considerao nenhuma pela vida humana... voc entende
francs?
- Um pouco...
- Ento deve saber que seu sobrenome em francs quer dizer "m
vontade". Com licena. - Sue levantou-se aborrecida. Draco olhou em
volta, levantou-se sem graa e foi refugiar-se nas masmorras da
Sonserina. Mas no ficou l nem cinco minutos. Voltou correndo, para
encontrar Sue muito aborrecida, j subindo para os aposentos de
hspede.
- Voc quer ajuda para sair do castelo, Sue?
- Voc est se propondo a me ajudar, Draco? Sabe como sair deste
castelo e ir para a floresta proibida?
- No. Mas garanto que deve haver um jeito... o Potter sempre d um
jeito. E se houver um jeito, eu prometo que eu vou ach-lo... venha.
	Depois de pensar cerca de meia hora, Draco lembrou-se que talvez
ningum tivesse lacrado a sada do corujal, uma janelinha sem grades
nem vidros de meio metro por meio metro, por onde entravam e saam as
corujas... era arriscado sair pelo buraco por onde passa uma coruja,
mesmo tendo uma vassoura. Mas valia a pena se fosse para ficar perto de
Sue.
	No caminho para o corujal foram encontrados pela professora Minerva,
que pegou um por cada brao, trazendo-os para o trreo.
	- Sr Malfoy... levar uma moa para o Corujal,  noite, num momento
delicado como esse  no mnimo de muito mau gosto... vou falar com o
Professor Snape imediatamente... e descontarei dez pontos da Sonserina
pelo abuso.
	Draco e Sue ficaram miseravelmente sentados na escada... ele ento
disse:
- Se ao menos eu tivesse uma capa de invisibilidade como a do Potter...
- Voc morre de inveja desse cara, hein?
- Ah, fique quieta, garota.




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	Atlantis e John atravessavam a floresta quando John viu os primeiros
vampiros. Sem hesitar por um minuto, tirou as duas grandes espadas de
prata de dentro do sobretudo e abriu os braos.
	- Rpido, Atlantis! - Conforme os vampiros iam se aproximando, ele ia
 agitando as espadas noa ar, a sua volta, os vampiros eram arremessados
aos pedaos para todos os lados, um foi pisoteado por Atlantis, mas
conseguiu agarrar-se nas patas traseiras dele, cravando os seus dentes
numa delas, John rapidamente enfiou-lhe a espada no crnio e ele caiu,
mas a perna de Atlantis sangrava irremediavelmente, ele tinha que
impedir que Atlantis morresse, olhou em volta contabilizando quantos
ainda restavam e disse a Atlantis: 	- Volte a ser humano! - saltou
rapidamente das costas dele, brandindo as espadas no ar.
	- Pegue o machado, Atlantis, o machado! - Atlantis tomou o machado,
John viu que as foras faltariam a ele a qualquer momento, mas
colocando-se entre ele e as dezenas de vampiros, comeou a distribuir
espadadas pelos lados e para a frente, com o canto do olho observava
Atlantis pensando "ele no pode morrer, ele no pode morrer"
	

	Na Cripta, a Murta finalmente comeou a falar:
	- So necromantes... eles me prenderam... centenas deles... eles
esto sentindo que vo ser libertados... eles querem a morte... eles
se alimentam dos mortos...- a fantasma comeou a balbuciar palavras
sem sentido. Sirius olhava Caius, que atnito olhava para Harry e para
a Murta. A outra vampira que entrara com eles na cmara aproximou-se
de Caius e disse:
	- Ele nos traiu... necromantes no nos interessam, Caius. Vamos
vampirizar o garoto. O acordo foi quebrado
	- Para mat-lo, vocs tero que me pegar primeiro, vbora -
Sirius colocara seu corpo imenso entre os dois vampiros e Harry. Caius
estava parado, olhando para o irmo e para a vampira. - Caius, olhe
para mim... acha que eu vou deixar voc tocar em Harry sem antes me
matar? No se esquea que com esse anel voc no vai conseguir
me vampirizar...
	Harry no fazia a menor idia do que eram necromantes, a cada
minuto a histria fazia menos sentido.


	Em Hogwarts, Draco e Sue acabavam de convencer Willy a pegar sua capa
de invisibilidade e (o que fora mais difcil) convencer Rony e
Hermione a pegarem a  vassoura e a capa de Harry... agora, os cinco
subiam silenciosamente a escada rumo ao corujal. "O que a gente no
faz por causa de uma garota" - Draco pensava, enquanto via o corujal se
aproximando. Ao chegarem l em cima, Sue disse:
- Somos cinco, temos quatro estacas, um punhal e trs vassouras...
precisamos nos dividir
- Primeiro precisamos saber se vamos conseguir levantar vo daqui -
Draco disse olhando a janela do corujal. Acho que Willy consegue, mas
dois numa vassoura fica complicado...
- Eu no quero estragar a vassoura de Harry - Rony disse
- Imbecil, se no me engano, a essa hora pode no haver mais "Harry"
para voc devolver a vassoura...
- Porque me convenci a fazer isso contigo, Malfoy?
- Ei ei! Parem com isso - Sue olhava os dois aborrecida - ser que
vocs no podem ficar um pouco quietos?. Willy , eu sei que voc
me detesta... mas acho que agora ns precisamos uma da outra, seu pai
e o meu esto l fora sozinhos enfrentando mais ou menos umas dez
dzias das criaturas mais horrveis que voc pode imaginar... seu
namorado est prestes a ser entregue a um bruxo que dizem que 
muito, mas muito horrvel mesmo... acho que precisamos resolver nossas
diferenas, que tal?
- Eu no gosto de voc, mas voc est certa. Qual  o plano?
- Bem, precisamos levantar vo juntos e permanecer juntos...  a
nossa nica chance. Algum de vocs sabe algum jeito de quebrar essa
janelinha minscula para que possamos passar?
- Enlargio! - Hermione apontou a varinha para a janela e automaticamente
ela se transformou num amplo janelo.  - Quando passarmos vou precisar
fech-la de novo... isso provavelmente vai custar minha monitoria
- No vale a pena, para salvar Harry? - Rony olhou-a, com os olhos
faiscando. Ela simplesmente baixou a cabea.

	Naquele momento, na floresta, Atlantis perdia os sentidos.



CAPTULO 14 - NA FLORESTA

	As vassouras planavam juntas, quando Sue viu a nuvem de morcegos que se
aproximava pelo ar... olhou o relgio, meia noite e meia... seis
longas horas at o nascer do sol. Gritou para os outros:
	- Desam, agora!
	Rapidamente mergulharam em direo  floresta, jogando as
vassouras no cho ao tocarem o solo, Sue disse-lhes:
	- Depressa, fiquem todos juntos, no deixem que eles se aproximem,
usem as estacas e no as deixem nos corpos! - os vampiros
aproximavam-se, eram mais de dez, tinham apenas as presas, mas eram
assustadores e muito fortes, Sue deu o primeiro golpe com o punhal, Rony
acertou uma vampira gorda com alguma dificuldade, ela espirrou sangue
negro em sua cara, Willy avanou sobre um vampiro mais baixo, Hermione
errou um golpe num vampiro, que a pegou pelo pescoo, Sue cravou o
punhal na tempora dele e ele caiu estrebuchando, para cada vampiro que
eles conseguiam acertar, Sue acertava dois ou trs, ela era muito
rpida e eles no sabiam que ela passara a infncia inteira
golpeando espantalhos como aquele que Sirius usava nas aulas. De
repente, estavam cercados do que sobrara dos vampiros, que ia se
desintegrando rapidamente.
	- Amanh, quando o sol chegar, no vai sobrar nem fumacinha
deles... vamos, eu preciso achar meu pai.
	Rony sentiu medo repentinamente... lembrou-se que na floresta proibida
no haviam apenas vampiros... que numa ocasio dera de cara ali
dentro com um bando de aranhas gigantes...sorte que fora bem longe
dali... Continuaram andando, juntos, dava para ver a respirao
deles saindo dos narizes, em golpes de fumaa branca. Draco olhou para
o cho e viu que uma nvoa branca o envolvia, parou de medo.
	- Sue!
	Uma vampira materializou-se, pegando-o por trs, com os dentes
perigosamente prximos ao seu pescoo, Sue acertou-a com o punhal e
Draco ficou tremendo.
	- Quando eles conseguem te pegar por trs  muito difcil escapar
- Sue disse olhando nos olhos de Draco - por isso estamos todos colados,
entende? No fique de novo para trs. - ela o puxou para junto dos
outros, subitamente eles ouviram um som estranho, de luta. Numa clareira
adiante, algum lutava contra muitos vampiros.
	- Meu pai! Vamos! - Sue puxou-os e eles desataram a correr, abriu-se
uma clareira e eles puderam v-los.
	Atlantis estava cado, John protegia-o enquanto mais de  quarenta
vampiros arremetiam furiosamente, John abrira feridas na prpria pele,
e quando um vampiro se aproximava mais acabava queimado pelo seu sangue,
Eles queriam pegar Atlantis, que estava quase morto no cho. Sem
hesitar por um minuto, Sue juntou-se ao pai, e os outros a seguiram, em
pouco tempo Sue tambm estava coberta de sangue dos vampiros e de
alguns cortes que fizera nos braos, os vampiros iam caindo
ruidosamente  sua volta, Rony, Hermione Willy e Draco aos poucos iam
conseguindo contabilizar mais prejuzos para os vampiros. At que
John partiu ao meio o ltimo com a espada e caiu ao cho deitado,
exausto.
	- Acho que acabamos por aqui... algum de vocs por acaso sabe como
curar feridas daquele jeito de bruxo?
	- Pai - Sue disse olhando Atlantis cado, inconsciente - Eu acho que
se o senhor no fizer alguma coisa, bem, eu acho que o pai da Willy
no parece nada bem... - John sentou-se no cho, olhando na
direo de Atlantis, que realmente parecia  beira da morte... sua
pele estava se esverdeando. Willy abraada ao pai olhava John e Sue,
apreensiva. John olhou para os jovens e disse:
	- O que eu vou fazer  contra as leis da irmandade, se algum mais
ficar sabendo disso, bem eu mato todos vocs, pessoalmente, mas acho
que no tenho outro jeito... rapidamente, tomou o punhal de Sue e deu
um talho prprio pulso. Em seguida, esticou o pulso na direo dos
lbios de Atlantis e deixou que seu sangue vertesse para a boca do
bruxo. Ele estremeceu violentamente e gritou, um grito horrvel,
igualzinho o de um vampiro morrendo. Ento, a ferida feita pelo
vampiro cicatrizou e ele ergueu a cabea, olhando atnito em volta.
	- Sossegue, companheiro... John bateu em seu ombro - voc acaba de
tomar o cocktail curativo do Dr. Van Helsing... meu prprio sangue.
Tudo que havia de vampiro em voc foi expulso... mas sinto te dizer
que da prxima vez, se eu no estiver por perto voc se ferra -
John sorriu palidamente, agora ele estava com a aparncia pior que a
de Atlantis, e caiu  no cho, desmaiado. Hermione aproximou-se dele e
olhou-o dizendo:
- Ele no est bem...
- Ei, vocs so bruxos, devem saber alguma coisa... no podem
deixar meu pai morrer...- Atlantis olhou Sue sria e apontou a varinha
para o prprio corao.
- Vita Primessncia - Atlantis disse na sua voz gutural, ele contraiu
o rosto e Hermione e Rony puderam acompanhar novamente o feitio que
haviam visto Sirius fazer em Sheeba no passado. Atlantis soprou a batida
de seu corao nos lbios de John, Sue olhava-os espantada.
Ento, John retomou a conscincia e disse, olhando para Atlantis:
- Se voc fez o que penso que fez, quero deixar bem claro que da
prxima vez vou preferir ser atendido por uma bruxa... e das bem
jeitosinhas.
- Da prxima vez quero deixar bem claro que vou estar bem longe de
voc e desse seu senso de humor insuportvel - Atlantis riu - acho
que devemos agradecer s nossas filhas... se no fossem elas
provavelmente a essa hora eu seria um vampiro e voc seria passado.
- Mesmo achando voc uma metidinha insuportvel, Sue, tenho que
concordar com ele... agora temos que fazer o que viemos fazer... vamos
procurar Sirius e seu afilhado.
- Sim, mas antes, vou fechar essas feridas, vocs j perderam muito
sangue por hoje. - Com um rpido movimento de varinha, Atlantis curou
as feridas de John e Sue. Eles voltaram a se agrupar, John tomou as duas
espadas, Atlantis pegou o machado e seguiram por dentro da floresta.
	A floresta no parecia menos assustadora sem os vampiros. Era enorme
e podiam dar voltas a noite inteira sem achar onde Caius escondera
Sirius e Harry. Rony comeou
	-  Willy, voc consegue lembrar-se onde Caius te levou?
- Eu lembro apenas de gritos horrveis, a noite toda e o dia
inteiro... gritos de pesadelo.
- A cripta, lembra Hermione, a Murta disse que a Cripta tinha coisas que
gritavam. - Rony disse
- Sim, eu lembro... ela disse que a cripta era no corao da
floresta... como vamos ach-la?
- Eu posso achar a cripta - disse Atlantis - transformado em cavalo ando
bem mais depressa. - ele disse e transformou-se no imenso corcel negro,
sumindo rapidamente, em pouco tempo no ouviam sequer seu tropel. John
sentou-se num tronco de rvore e disse:
- Que beleza... S falta termos enfrentado isso tudo  toa.. - no
acabou de falar, uma face branca surgiu de dentro da rvore, ele
olhou-a assustado.
- Vocs me chamaram, chamaram meu nome...
- Murta! - Willy reconheceu-a - voc viu Harry? Sabe onde ele est?
- Sim, eu o vi... ele estava na Cripta - Murta comeou a chorar -
Willy eles so horrveis, o rei dos vampiros vai solt-los.
- Eles quem, Willy?
- Os necromantes!
- O que so necromantes?
- Mortos vivos - disse John - comedores de carnia, carcaas podres
que matam tudo aonde pisam. H necromantes aqui, fantasminha?
- No me chame desse jeito - Murta tornou a chorar - eles conseguem
segurar fantasmas! Eles me prenderam naquelas paredes! Eu s fugi
porque eles estavam muito... excitados. O rei dos vampiros prometeu
solt-los essa noite... ele prometeu...
- E onde est Harry, Murta?
- Os Black o levaram.
- Os Black?
- Sim, eles vo entreg-lo ao mestre das trevas.





CAPTULO 15- A PARTE BOA E A PARTE RUIM

	Harry estava num lugar completamente diferente de onde havia encontrado
Caius Black. Ele e Sirius haviam transportado-o para o lugar onde
Voldemort havia combinado com Caius que ele seria entregue. Estava
totalmente amarrado, no tinha varinha, estava completamente indefeso.
Sirius desaparecera, a cmara estava deserta e ele estava posto sobre
uma pedra, sobre ele havia um bilhete:

	" Eis a minha parte...
				Caius Black"

	O lugar era frio e Harry sentia os dentes baterem, estava esperando
h mais de uma hora, mas nada acontecera.  Uma nvoa tnue cobria
o cho. Subitamente, sua cicatriz comeou a doer. Ele viu  diante de
si um claro vermelho e subitamente, Voldemort aparatou, fazendo com
que sua cicatriz doesse como sempre que isso acontecia.
- E agora, Harry Potter? Vejo que meu aliado cumpriu o acordo... a essa
hora, em Hogwarts, os necromantes j devem estar espalhando o terror
com seus passos da morte... Caius Black vai pagar um preo bem alto
por sua ambio... voc conhece a histria da maldio?
	Voldemort comeou a rir, parecia divertido para ele ver Harry preso,
indefeso e amarrado.. ele no parecia ter pressa de acabar com ele, e
comeou a contar-lhe uma histria:
- Eu estive em Hogwarts com o pai dos dois, Caius Black, o pai... ele
morria de medo da maldio... estava escrito, na lpide da
sepultura que Morpheus Black mandou fazer para ele, quando simulou a
prpria morte: "um dia, estaremos todos juntos"... inveja, Harry.
Theolonius Black era uma sumidade... Morpheus, uma aberrao...
nascido trouxa numa famlia de trs sculos de sangue bruxo... a
parte ruim, a vergonha... quando os vampiros tomaram Londres, ele viu
finalmente uma porta para chegar ao poder... ele se tornou vampiro por
livre e espontnea vontade... no calculava que seu prprio
irmo fosse fazer uma aliana para ca-lo... A aliana
sangrenta...
	Voldemort aproximou-se de Harry, falando-lhe com uma indisfarada
satisfao pela desgraa alheia:
- Theolonius juntou-se a Van Helsing... eles dizimaram os vampiros de
Londres... na mesma noite caram mais de duzentos... Drcula tentou
fugir, mas foi alcanado... ento, quando tudo parecia calmo,
aconteceu. Theolonius descobriu que seu primognito fora vampirizado
por Morpheus... o nome dele: Sirius... parece familiar, no? A parte
ruim, novamente...
-  Theolonius no teve coragem de cravar uma estaca no corao do
prprio filho... mandou-o a Nova Iorque, para junto do tio,
renegou-o...  seu filho mais novo recebeu de Van Helsing um anel com
sangue imune... desde ento, os Black passam de gerao a
gerao este anel ao filho predileto... no pode ser usado por
outra pessoa, a no seu um Black.  a contramaldio, o anel de
proteo que impede que qualquer vampiro sugue seu sangue... mas
s havia um anel.. e muitos Black... Theolonius ento teve uma
idia, podia financiar a Irmandade em Nova Iorque... era rico, mandou
seu filho mais novo, com o anel para Nova Iorque, junto com o filho do
homem de sangue imune.
	Conforme Voldemort falava, a nvoa ia agitando-se aos seus ps, ele
no percebia que ela ia acompanhando-o conforme ele andava de um lado
para o outro, explicando a histria da maldio a Harry.
- Mas o irmo no teve coragem de matar seu sangue... e foi assim
por muito tempo, o filho predileto era sempre mandado a Nova Iorque
matar os vampiros... por algum motivo misterioso, o filho preterido
sempre acabava vampiro... antes de me tornar  Voldemort, eu e o Velho
Caius Black pai fomos amigos... ele me confidenciou que preferia Caius,
o filho que tinha seu nome, o anjo de olhos azuis... ele no calculava
que Caius rejeitaria essa proteo... o filho programado para se
tornar vampiro no se entregou...eu esperei o momento certo e me
aproximei de Caius... agora, quando ele cumprir a maldio, vai
libertar os necromantes para mim....
- E se eu no quiser cumprir a maldio, Voldemort? - a nvoa
que acompanhava Voldemort transformara-se em Caius Black, que agarrara
Voldemort por trs, segurando-lhe o pescoo com as mos fortes,
falava quase no ouvido de Voldemort, as presas ameaadoras quase
encostando-se no pescoo do bruxo.
- Caius... voc vai descumprir nosso acordo?
- Voc descumpriu primeiro, lembra-se? Me prometeu mil vampiros e
quase me fez libertar aquele lixo dos necromantes...  queria apenas
morte sobre Hogwarts... depois os deixaria para trs, no se
importando com as conseqncias... voc sabia que eles adoram se
alimentar de vampiros, isso os fortalece, corpos mortos com vida...
voc no me daria escravos... queria escravos para voc... como
no pode entrar em Hogwarts, deixou o trabalho sujo para mim...
engenhoso.
- Vampiros nunca tiveram honra.
- Eu no sou um vampiro qualquer, Voldemort... eu sou um Black. Agora,
eu estou a milmetros de transformar o Lord das trevas em um vampiro
comum... meu escravo. Eu nunca acreditei nessa histria que voc
no era mais humano... ora, Voldemort, eu sei que voc precisou do
sangue do menino  para renascer...se tem sangue, voc me interessa...
e que chato, para voc, vampiros so imunes a feitios de morte,
de tortura... e no h nada nesta cmara que voc possa conjurar
em prata...
	Harry observava a tudo sem poder fazer absolutamente nada, de to
amarrado que estava, e imobilizado pela dor na cicatriz.... mas viu
quando Voldemort apontou sua varinha para ele
- Se voc fizer este feitio, meu Lord, vai ser o ltimo da sua
triste carreira de bruxo... - com um claro, Voldemort desapareceu, a
dor de Harry tambm. Sirius apareceu das sombras, dizendo ao irmo:
- Caius, porque voc deixou que ele escapasse?
- Voc no ouviu o que eu disse a ele, Sirius? Eu no sou um
vampiro qualquer... seleciono o sangue que eu bebo. Imagine que lixo de
vampiro daria Voldemort... agora, suma da minha frente, antes que eu me
arrependa.
- Obrigado pela trgua, Caius.
- Nunca deva um favor a um vampiro Sirius, eu no fiz mais que minha
obrigao... v embora, por favor.
	Sirius acabou de soltar Harry e os dois saram. Eles no puderam
ver a expresso de Caius, que ficou de costas enquanto eles saam.
Sirius no sabia, mas se seu irmo tivesse alguma lgrima para
chorar, choraria, pois pela primeira vez desde que tornara-se um
vampiro, Caius Black se arrependia por isso. Das sombras surgiu a
vampira de aparncia oriental que o acompanhava sempre. Ela caminhou
em silncio at Caius e abraou-o .  Eles se beijaram levemente e
ela disse:
- Vamos ter que comear tudo de novo... creio que todos os nossos
morreram.
- No importa. Ainda temos um ao outro. Vamos voltar para casa.

CAPTULO 16 - ANTES DO AMANHECER

	Sirius e Harry saram de dentro do tmulo onde haviam estado...
tinham andando muitos metros sob a terra at ele para ir, mas agora,
saam por fora, num cemitrio pouco alm dos muros de Hogwarts. A
cripta ligava-se ao tmulo, mas eles no queriam voltar por ela, a
lembrana dos gritos j era suficiente para provocar-lhes pesadelos
por muito tempo. O cu estava cinzento, era ainda madrugada, mas
faltava pouco para nascer o sol... iam caminhando ao longo do muro,
esperando chegar logo ao porto... Harry no sentia medo, mas o
silncio o incomodou, e ele decidiu perguntar a Sirius:
- Porque voc s resolveu usar o anel agora?
- Quando Caius me deu o anel eu no sabia para que servia, nem porque
ele estava me dando-o ... quando eu descobri, j tinha dado-o a
Thiago, mas no entendia porque ele nunca ficava em sua mo... o
anel desapareceu quando Thiago morreu, Sheeba que o encontrou, ela me
disse que eu o usasse, mas eu sempre tive um certo gosto para desafiar
maldies... deve ser um mal dos Black.
- Por isso que voc me deu o anel?
- Sim, eu achava que se ficasse com ele, eu acabaria destruindo-o ...
mau pai no queria que eu o usasse, ele sempre preferiu Caius, e eu
sabia disso. Eu sabia que voc nunca conseguiria us-lo... s quem
pertence a famlia consegue, questo de sangue. Mas sabia que com
voc ele estaria protegido.
- O que te fez mudar de idia, Sirius?
- Harry, agora eu no sou mais um filho... eu vou me tornar um pai, eu
no queria deixar o filho que Sheeba espera rfo, nem muito menos
dar a ele a vergonha de ser filho de um vampiro. Em outros tempos, eu
lutaria com Caius at a morte, mas agora no vale mais a pena morrer
- ele voltou-se para Harry e sorriu, Harry ento notou que ele e
Caius, tirando os olhos eram bastante parecidos.
- Sirius, seu pai tinha os olhos azuis?
- No Harry, os olhos de Caius so iguais ao de nossa me.  -
sirius emudeceu e Harry achou melhor calar-se. Chegaram aos portes de
Hogwarts.
- E agora, Sirius?
- Entramos, ora essa... - Sirius tocou no porto e ele se abriu, ele
sorriu para Harry, que estava espantado e disse: - Os portes de
Hogwarts sabem quem pode e quem no pode cruz-los. Depois de alguns
minutos de caminhada, Harry pde ver a floresta proibida, pensou em
como fora terrvel a noite e sentiu-se muito cansado. Sirius ento
disse:
- Vamos entrar na floresta, John e Atlantis devem estar l. - Harry
olhou-o incrdulo, mas o seguiu, em minutos, a voz de Sirius ecoava na
floresta, chamado John e Atlantis.

	Mais adiante, Atlantis, transformado em cavalo, ainda cavalgava
procurando a entrada da cripta, ele ouviu a voz de Sirius e cavalgou
veloz at eles, ento, quando viu as duas silhuetas, transformou-se
rapidamente em bruxo e abraou-os:
- Vocs esto vivos!
- Posso te garantir que sim - Sirius riu - Onde est John?
- Vou lev-los at ele, preparem-se para uma surpresa. - Atlantis
transformou-se rapidamente em cavalo e eles montaram, ele galopava
rapidamente pela floresta, at que chegou numa clareira. Harry tomou
um susto ao ver tanta gente ali, principalmente Draco Malfoy, que no
combinava nadinha com a paisagem. Ao v-lo, Willy correu at eles e
ficou ansiosa, olhando para ele.
	Quando ele e Sirius desceram e Atlantis tornou-se homem novamente, um
mar de braos se precipitou sobre eles, menos Draco e Sue, que ficaram
olhando de longe, com a mesma cara de tdio forado. Ainda
abraado a Willy, Harry olhou para Draco e perguntou:
- Algum precisa me explicar como repentinamente voc se tornou
algum que sai do castelo de noite para fazer uma coisa perigosa...
- Te garanto que foi apenas pela aventura, no para salvar voc...
Sue precisava de uma carona e eu era o nico que podia dar uma carona
a ela numa vassoura prpria... os outros ou usam vassouras muito
velhas, ou emprestadas...
- Draco, no pense que eu te acho menos repugnante porque matamos meia
dzia de vampiros juntos - Rony olhou-o enraivecido
- A recproca  verdadeira... ento, vai dizer ao Potter que
precisou roubar a vassoura dele para chegar aqui?
- No tem problema, Rony - Harry sorria - s no sei como vocs
conseguiram sair de um castelo lacrado.
- Pelo corujal - Hermione disse - acho que esqueceram de lacr-lo.
- O que foi a nossa sorte, - disse John - sem eles teramos morrido
- Tudo bem que vocs queiram um informe completo, mas vamos fazer isso
fora daqui, certo - Sirius disse aborrecido -  Eu estou louco para rever
minha mulher e dizer a ela que sobrevivi, est bem?
	Conforme iam andando pela floresta, iam contando uns aos outros o que
acontecera, embora Draco tentasse de toda forma ficar perto de Sue, essa
parecia preferir a companhia de Rony e Hermione, com quem ia conversando
alegremente... Harry e Willy abraados iam no fim do grupo, enfim o
horizonte parecia comear a querer clarear... dentro de minutos o sol
nasceria.
	Ento a vampira loura que ficara quase cega com o sangue de Sue saiu
de trs de uma rvore e avanou sobre Harry e Willy, que haviam
ficado alguns passos  para trs, Harry colocou-se entre a vampira e
Willy gritou por John. A vampira arremeteu sobre ele.
	Com um silvo rpido a espada de prata que John mantivera
desembainhada por precauo cravou-se na vampira, que ainda
avanou um passo na direo de Harry e caiu aos seus ps,
encolhendo rapidamente como uma vela no fogo.
	-  um saco  isso - John disse - mas sempre acaba sobrando um pra
pular no pescoo de algum  na ltima hora.

CAPTULO 17 - CAF DA MANH EM HOGWARTS

	Quando atingiram a frente do castelo, amanheceu finalmente. O sol
estendia-se preguiosamente por uma colina, dando um belo
espetculo. Sirius comeou a martelar a porta do castelo dizendo:
	- Abram agora! Sobrevivemos e estamos famintos!
	Alvo Dumbledore abriu  a porta sorridente, detrs dele, Sheeba
disparou ao encontro de Sirius, beijando-o na boca, nos olhos no rosto,
sufocando-o de beijos, mandando ao inferno as convenes de ser uma
professora de Hogwarts.
	Algum tempo depois, estavam sentados tomando caf da manh, eram
observados por todos, principalmente Draco Malfoy, que no era figura
habitual nestas aventuras. Ele estava ao lado de Sue, derretendo-se em
gentilezas enquanto ela o ignorava solenemente. Alguns colegas da
Sonserina riam-se secretamente dele.
	 Dumbledore ento comeou a dizer, em voz alta:
	- Esta noite algumas pessoas libertaram Hogwarts dos vampiros... O
Professor Black e o Senhor Potter estiveram entre eles, mas foram salvos
por circunstncias felizes, que nem cabe a ns comentar agora -
Harry sabia que ele no queria que ningum soubesse que Voldemort
estivera to perto - Os senhores John Van Helsing e Atlantis Fischer,
que em nada so ligados a essa escola seno por laos de afeto,
tiveram a coragem de enfrentar sozinhos um pequeno exrcito de
vampiros... at onde sabemos eles no deixaram sobreviventes... Mas
cinco jovens desobedeceram a minha ordem de ficar no castelo atrvs
de subterfgios...
	- Os senhores Weasley, Granger, Fischer, Malfoy - Dumbledore deu uma
significativa pausa - e a jovem visitante Sue Van Helsing tiveram um
comportamento temerrio... com o meu conhecimento e posso at dizer,
consentimento - todos entreolharam-se incrdulos, Draco olhou para Sue
atnito - Na noite passada, depois que eu havia lacrado o castelo em
TODAS  as sadas possveis, a Sr Black me pediu uma pequena
audincia... ela me disse que se no deslacrasse a porta do corujal,
os senhores John Van Helsing e Atlantis Fischer estariam perdidos... eu
no sabia porque, mas conhecendo-a como conheo, tinha motivos para
acreditar que ela estava certa... ento, deslacrei o corujal por onde
cinco jovens escaparam para salvar dois adultos... Isso vai render
cinqenta pontos  casa da Grifnria, pelos senhores Granger e
Weasley, e cinqenta pontos para a Sonserina, pelos senhores Fischer e
Malfoy... mas gostaria de lembra-los que dificilmente teriam sobrevivido
sem a ajuda desta jovem brilhante e valorosa... ela no tem sangue
bruxo nem poderes mgicos, o que  uma pena, mas foi de uma coragem
digna da famlia a qual pertence... muito obrigada, senhorita Sue Ann
Van Helsing!
	Sue corou envergonhada, Draco olhava para ela com a cara mais
estpida que j fizera na vida. Da mesa principal, John piscou um
olho para ela e fez um grande sinal de O.K.. Ela sorriu, pela primeira
vez na vida sabia que seu pai orgulhava-se dela.




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	As aulas aquele dia haviam sido arruinadas... os professores avisaram
que haveriam compensaes nos finais de semana posteriores, mas quem
ligava? Hogwarts estava livre dos vampiros, parecera um sonho ruim que
se dissipara com a manh. No fim da tarde, John e Sue agradeceram a
Dumbledore a hospitalidade, o que ele retribuiu, dizendo que o que eles
haviam feito por Hogwarts era impossvel de ser pago, e seria
devidamente relatado  irmandade. Sue procurou Sheeba e disse a ela:
	- Sheeba, eu fico sem graa de te pedir essas coisas... poderia ver
meu futuro?
	Sheeba sorriu e tirou as luvas, tocando o rosto da garota com as duas
mos, envolvendo-lhe a face. Ainda sorrindo disse:
	- O que voc deve saber  que h um bruxo em seu caminho...  -
deu um piparote no nariz da menina e saiu cantarolando alegremente uma
msica bruxa que falava em feitios de amor. - Sue ficou parada um
instante pensando no que fazer antes de juntar-se ao pai, Sirius e
Sheeba, que os levariam a Hogsmeade para pegar o trem. Uma sombra saiu
detrs da pilastra, assustando-a:
- Eu ouvi o que ela disse, Sue! H um bruxo em seu caminho.. - os
olhos azuis de Draco Malfoy a olhavam esperanosos, ele estivera
observando-a o dia inteiro, e agora achara a oportunidade que queria
para interpela-la.
- Quem disse que o bruxo  voc Draco?
- Quem mais poderia ser?
- Rony Weasley.
- Weasley? Oras, como voc pode falar em Weasley... quem te apoiou
quando voc precisou? Quem esteve do seu lado?
- Quem precisou ser salvo de uma vampira por uma trouxa?
- Ah, para com essa conversa fiada, garota, depois de tudo que eu fiz,
acho que mereo pelo menos um beijo...
- Sabe qual  o seu mal, Draco? Tudo  sempre sobre voc... No,
eu no vou te beijar, no estou com a mnima vontade... sabe o que
eu vou fazer? Ir embora... voc no faz nada por ningum... foi
comigo s para me impressionar, mas eu no me impressiono  toa,
Draco... quem sabe um dia, quando voc se tornar uma pessoa melhor? -
Sue deu uma volta sobre os calcanhares e o deixou para trs, com cara
de idiota completo. Ele correu atrs dela:
- Quem sabe se eu te escrevesse?
- Voc no tem e-mail...
- Mando uma coruja!
- Vai ser timo receber uma coruja na Itlia, quem sabe eles no
me expulsam bem rpido, tome - ela deu um cartozinho com um emblema
de escola - acho que vou terminar o meu colegial a, se no for
expulsa antes...
	Draco ficou para trs, olhando a garota se afastando rapidamente. Sue
ia rindo.. um bruxo em seu caminho... parecia divertido, provavelmente
eles iriam se encontrar de novo e ela ia descobrir se ele beijava bem ou
no.




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No caminho para Hogsmeade, John descobriu atravs de Sirius que postar
uma carta-coruja para Hogwarts a partir de Nova Iorque custava apenas um
sicle e que um nuque no valia 12 cents, e sim 8.
- Pois , devo ter a maior cara de trouxa da face da Terra
- No  pessoal, John, alguns bruxos no resistem a fazer os
trouxas de trouxas... - Sirius segurava-se para no rir
- Eu ainda vou resolver isso... Sheeba, tem alguma bruxa assim bem
apessoada, mais ou menos na casa dos trinta que voc possa me
apresentar?
- Bem, tem a Alexandra Wolf - Sirius fez uma cara de pnico e acenou
negativamente para John, sem que ela visse - Ela est sozinha... eu te
apresentaria a Silvia Spring, mas ela  muito problemtica e j
est tendo um affair... Hannah Summer  casada, Beth Fall no quer
saber de ningum agora, Liza LionHeart  casada... acho que a mais
indicada  Alexanda Wolf, se voc no tiver problemas com mulheres
que uivam para a lua...
- Er... voc conhece Marsha Cage Fish?
- A advogada? Conheo... ela no estava te processando?
- Pois , acho que vou convid-la para um drinque... conheo um
barzinho em Boston que ela ia adorar...
- No custa nada tentar, no  mesmo?

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	Horas depois que John e Sue deixaram Hogsmeade, Sirius e Sheeba estavam
em casa, Sheeba estava deitada e Sirius estava deitado com o ouvido
colado em sua barriga, tentando escutar o beb.
- Sirius , no seja idiota... o beb deve estar do tamanho de uma
noz... voc no vai senti-lo mexendo...
- Fique quieta, Sr Black, quero ouvir o corao de meu filho... -
Sheeba deu uma gargalhada:
- Sirius ele ainda est muito pequeno... oito semanas!
- Sheeba, voc j sabe se  um menino ou menina?
- Eu j te disse que no posso saber... mas tenho um palpite...
quantas mulheres nasceram na famlia Black nos ltimos 100 anos?
- Sei l... nasceram muito mais homens... - ele olhou-a srio -
Ns nunca vamos escolher um para dar o anel, no  Sheeba?
- At l, meu amor, essa histria besta de maldio ter
passado...
- timo, porque eu quero fazer muitos filhos...
- Sirius, voc no  um Van Helsing - nesse momento ouviram algo
batendo na janela, levantaram a cabea e viram um morcego batendo
contra o vidro. O corao de Sheeba gelou. Ento, o morcego largou
sobre o parapeito da janela uma carta e voou para a noite. Sirius abriu
a janela e pegou a carta:

	"Sirius,
	Nosso pai estava errado. Voc  a parte boa, eu a ruim. Analisando
os fatos, agora eu vejo que toda esta histria de maldio  uma
grande bobagem, vou te deixar em paz, viva sua vida como se eu estivesse
enterrado naquele tmulo em Devonshire, voc tem razo, eu estou
morto. No quero isso para voc nem para seus filhos... se depender
de mim, a maldio termina aqui.
	No me esquea, saiba que quando estiver em Nova Iorque, eu estarei
te observando, como nas ltimas vezes, mas no me aproximarei, 
melhor assim. Mesmo no tendo alma, eu te amo, meu irmo.
Caius Black"

	Sirius olhou para Sheeba e a abraou. No havia o que dizer.

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	Harry e Willy estavam naquele momento namorando na sala de
transformao, depois de um beijo particularmente longo, Willy
disse:
- Eu senti muito medo de no te ver mais, Harry. Sorte que tnhamos
Sue.
- Voc no est mais com raiva dela?
- No. Ela foi legal... at o Draco foi legal - Harry olhou-a como
se ela tivesse duas cabeas.
- Voc no vai me dizer que ele foi um heri?
- Cimes, Harry Potter?  No, ele no foi um heri... fez tudo
s para ver se conseguia alguma coisa com Sue... mas pelo menos ele
foi til... isso  alguma evoluo
- At coisas como ele podem evoluir... Mas sabe o que me preocupa?
Aquela Cripta cheia de necromantes no meio da floresta. Dumbledore me
disse que ela estava aqui bem antes de Hogwarts... que no 
qualquer um que pode ach-la. Mas Voldemort sabe que ela est l.
- Harry, por favor esquea.
- Voc sabe qual a condio para isso...

	Muito longe dali, dois vampiros observavam um tmulo negro, guardado
por um anjo. A luz da lua banhava os dois. Eles dissolveram-se na
nvoa e tornaram-se morcegos, voando na direo do horizonte.

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Muito bem... que perguntas temos agora? Ah sim:
Voc dormiria bem com um monte de necromantes em seu quintal?
 menino ou menina?
E Caius Black, foi mesmo embora? Lembrem-se que vampiros no so
confiveis...
Nada disso! Eu estou curiosa para saber que bicho vai dar entre a Sue e
o Draco...
Vocs tem perguntas, eu sei... mas antes de respond-las, eu vou
falar de fadas

fim




